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Teresa Leal Coelho: "Nos últimos 10 anos as pessoas foram expulsas de Lisboa"

Taxas e tarifas a subir, ausência de políticas de incentivo para a habitação e especulação imobiliária por parte da própria câmara de Lisboa são factores que levaram muita gente a sair da cidade, diz Teresa Leal Coelho, candidata pelo PSD, em entrevista ao Jornal Económico

Bruno Colaço/Correio da Manhã
Negócios jng@negocios.pt 07 de Julho de 2017 às 11:05
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Nos últimos quatro anos Lisboa perdeu cerca de 10% da sua população. A capital é uma cidade onde 25% das pessoas têm mais de 65 anos, e 20% vive em bairros sociais. A classe média e os jovens foram sendo "expulsos" e a responsabilidade também é de Fernando Medina, que se tem comportado como "um fundo de especulação imobiliário". A análise é feita por Teresa Leal Coelho, candidata do PSD à liderança da Câmara Municipal de Lisboa (CML), em entrevista ao Jornal Económico.

 

Segundo a deputada, são várias as responsabilidades que devem ser assacadas à gestão do PS e a Fernando Medina (que sucedeu a António Costa e é candidato a um novo mandato). Desde logo, tem vindo a subir as taxas e tarifas – só em 2015/2016, subiram 28,8% em termos de encargo por habitante, contabiliza a candidata. Depois, "tem funcionado sobretudo como um fundo de especulação imobiliária" que, em vez de colocar os imóveis no mercado de arrendamento, os vende a preços de mercado. "Há dois meses atrás, as vendas feitas pela CML foram de 17 milhões de euros".

 

A autarquia continua a ter "2.064 fogos que estão vazios". Se fossem colocados para arrendamento exerceriam pressão para a descida de preços, considera a social-democrata, que rejeita que entre as causas para o aumento dos preços na cidade possa estar o descongelamento das rendas condicionadas decidida pelo anterior Governo PSD/CDS.

 

Ideias de Fernando Medina são imitação

Teresa Leal Coelho reconhece que a gestão autárquica tem manifestado preocupação com a questão da habitação, mas garante que são uma imitação das suas propostas, que terão sido pioneiras.

 

"Em dez anos de executivo camarário socialista nunca ouvi nenhum elemento do executivo a falar em políticas públicas para incentivo à habitação. E, curiosamente, depois de eu ter apresentado as primeiras linhas de orientação do meu programa, (…) ouvi não o actual presidente da CML, mas o anterior presidente e agora primeiro-ministro António Costa a secundar-me", relata.

 

E sobre que ideias é que reclama a paternidade? "Reduzir os impostos para os proprietários, compradores e arrendatários de habitação", um cenário que o Governo se encontra a estudar aparentemente a pedido de Fernando Medina.

 

Leal Coelho diz que o seu objectivo central é "diminuir o custo de vida" em Lisboa, apostando para isso na acção social, nomeadamente o caso das creches, especialmente caros na capital.

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