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PCP apoia novo imposto, mas insiste em tributar também património mobiliário

Os comunistas consideram que é preciso um imposto sobre o património e dizem que apresentaram uma proposta ao Governo que inclui tributar não só o imobiliário, mas também bens mobiliários de valor elevado.

Bruno Simão/Negócios
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 15 de Setembro de 2016 às 12:07
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"É necessário um imposto sobre o património que incida sobre prédios de elevado valor e que tem escapado à tributação", afirmou esta quinta-feira, 15 de Setembro, o deputado comunista Paulo Sá. O PCP, concretizou, tem reunido com o Governo ao longo dos últimos meses e nessa reuniões "colocámos a necessidade de um imposto sobre o património imobiliário e mobiliário. E é essa proposta que temos vindo a insistir para que seja aplicada".

 

Paulo Sá (na foto) falava aos jornalistas no Parlamento, na sequência da notícia avançada hoje pelo Negócios de que o PS e Bloco de Esquerda chegaram a acordo para a criação de um novo imposto sobre o património para valores globais superiores a pelo menos 500 mil euros, sendo que o tecto até ao qual não se pagará está ainda a ser definido.

 

O deputado lembra que a criação de um importo sobre o património é "uma proposta antiga do PCP" e que o seu partido "tem o objectivo de que, até ao Orçamento do Estado, se possa concretizar este imposto nas duas vertentes". Isto é, sobre o imobiliário, mas também sobre os bens mobiliários.

 

Os comunistas chegaram a apresentar uma proposta no mesmo sentido no Parlamento, há cerca de dois anos, que então foi rejeitada, e é essa mesma proposta que insistem agora em discutir com o Governo de António Costa. "Porque é precisa para o país uma tributação mais justa e isso passa por tributar o património", sublinhou.

 

Sobre o valor que os comunistas entendem ser justo, até ao qual não haverá tributação acrescida, Paulo Sá afirma que "o montante não está fechado. Poderão ser valores entre os 500 mil e um milhão de euros".

 

"Colocámos a nossa proposta sobre a mesa e neste momento não está nada fechado. Sobre que tipo de património incide terá ainda de ser discutido", rematou. 

O PCP, recorde-se, recusou integrar os grupos de trabalhos criados no Parlamento entre o Governo e o Bloco de Esquerda e tem estado a trabalhar autonomamente com o Executivo com vista à preparação do Orçamento do Estado para 2017.

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