Reforma do IRC Governo: Adesão à privatização dos CTT revela confiança na economia nacional

Governo: Adesão à privatização dos CTT revela confiança na economia nacional

Questionado sobre o facto de a Goldman Sachs ter ficado dona de 5% da empresa, Marques Guedes destacou a "transparência" do processo de privatização e a "idoneidade" do banco norte-americano.
Governo: Adesão à privatização dos CTT revela confiança na economia nacional
Miguel Baltazar
Negócios 12 de dezembro de 2013 às 16:23

O ministro da Presidência considerou nesta quinta-feira que o grau de atracção gerado pela privatização dos CTT é revelador da confiança com que os investidores portugueses e estrangeiros encaram o futuro do país. 

 

Falando no final do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes congratulou-se com o facto de a operação ter atraído 25 mil pequenos investidores portugueses e ao mesmo tempo revelantes investidores estrangeiros. "Foi um sucesso pela confiança que o interesse dos 25 mil investidores"  demonstra, disse, lamentando que os sinais de recuperação da economia portuguesa não sejam também vistos pelos partidos da oposição.

 

Questionado sobre o facto de a Goldman Sachs ter ficado dona de 5% da empresa, Marques Guedes destacou a "transparência" do processo de privatização e a "idoneidade" do banco norte-americano.

 

Foi ontem comunicado que a banco norte-americano adquiriu 5% dos CTT. Tendo em conta o preço a que as acções foram vendidas na privatização – 5,52 euros – a operação representou um investimento de 41,4 milhões de euros. Também o alemão Deutsche Bank comprou uma posição revelante na empresa, equivalente a 2% do capital, num investimento de 16,9 milhões de euros. Segundo a análise da casa de investimento XTB quer o Deutsche Bank quer a Goldman Sachs são investidores puramente financeiros, que não deverão ser decisivos na estratégia e orientação futura da empresa.

 

O resultado da Oferta Pública de Venda (OPV) dos CTT, que faz hoje uma semana, superou 9,04 vezes a oferta, contando os CTT com 25.433 acionistas. O Estado alienou 70% do capital dos CTT, tendo fixado o preço das acções a 5,52 euros, o que corresponde ao valor mais elevado do intervalo estabelecido pelo Governo no lançamento da operação. Os trabalhadores beneficiaram de um desconto de 5% no preço.

 

Os investidores institucionais ficaram com 56%, o público em geral com 12,62%, os trabalhadores dos CTT com 1,38%. O Estado, através da Parpública, fica com 30% da empresa, pelo menos durante nove meses. No âmbito da privatização dos CTT, a empresa entrou em bolsa, com o Estado, através da Parpública, a deter 30% dos Correios de Portugal, posição que será mantida durante nove meses.




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI