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Miguel Frasquilho: É necessário "baixar a carga fiscal" sobre empresas e famílias

Frasquilho defendeu ainda que as empresas nacionais precisam de investir mais além-fronteiras. "O país e os empresários nacionais necessitam de apostar cada vez mais nos mercados externos", afirmou.

Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 17 de Setembro de 2014 às 11:18
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Miguel Frasquilho, presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, considera que é necessário "baixar a carga fiscal" que incide sobre empresas e famílias. Só assim, acredita, será possível potencializar o crescimento das exportações e da própria economia.

 

O responsável falava durante a primeira sessão do "Roadshow" Portugal Global, realizada esta quarta-feira, 17 de Setembro, em Leiria. No discurso de abertura, Frasquiho defendeu ainda que as empresas nacionais precisam de investir mais além-fronteiras. "O país e os empresários nacionais necessitam de apostar cada vez mais nos mercados externos", afirmou.

 

O "roadshow" Portugal Global vai percorrer doze cidades portuguesas até Setembro do próximo ano, apresentando estratégias para a internacionalização da economia portuguesa a partir das características do seu tecido empresarial.

 

"Com esta iniciativa pretende-se dar um maior impulso às exportações e à internacionalização da economia portuguesa", explicou Miguel Frasquilho, recordando que as exportações superam já 40% do produto interno bruto.

 

Leiria analisa mercados polaco e japonês

 

Em Leiria, o evento abordará os mercados polaco e japonês, focando-se, respectivamente, nos segmentos agroalimentar e casa. Frasquilho considera que as exportações para estes dois países estão "longe, muito longe mesmo, daquilo que pode vir a ser real".

 

As exportações de Portugal para a Polónia – que apresentam já "alguma relevância para a economia portuguesa" – representaram 537 milhões de euros em 2013. Nesse ano, o país foi o 17º maior cliente de bens e serviços nacionais. Neste mercado, Portugal poderá beneficiar se optar por uma "abordagem diferenciadora" em produtos como carne suína, peixe, mariscos e frutas.

 

Já o mercado japonês mostra-se "menos significativo", referiu o líder da AICEP. As exportações portuguesas para território nipónico representaram 140 milhões de euros em 2013, fazendo do país o seu 35º maior cliente.

 

De acordo com Jorge Santos, presidente da NERLEI - Associação Empresarial da Região de Leiria, o distrito viu o peso das exportações duplicar na última década. Jorge Santos definiu Leiria como um distrito de PME "com forte componente exportadora" mas lamentou os elevados preços da energia eléctrica e gás natural como factores que poderão prejudicar a evolução positiva da actividade empresarial.

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