Justiça 23 arguidos por ataques informáticos contra instituições públicas e privadas

23 arguidos por ataques informáticos contra instituições públicas e privadas

Os ataques informáticos atingiram servidores da administração pública central e autárquica, de universidades, de escolas, de outras instituições públicas e de empresas.
23 arguidos por ataques informáticos contra instituições públicas e privadas
Sábado 24 de setembro de 2018 às 17:12
O Ministério Público deduziu a acusação contra 23 arguidos por ataques informáticos a instituições públicas e privadas. 

"Os arguidos foram acusados da prática de crimes de associação criminosa, de sabotagem informática, de acesso ilegítimo, de acesso indevido a dados, de dano informático, de instigação pública a um crime e de apologia pública de um crime", lê-se na nota publicada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com o MP, os factos em causa "desenrolaram-se entre os anos de 2012 e 2017 e atingiram servidores da administração pública central e autárquica, de universidades, de escolas, de outras instituições públicas e de empresas. Os arguidos agiram a partir de diversas zonas do país, atingindo alvos dispersos por todo o território nacional." Ao todo, neste inquérito, foram reunidos outros 25 processos.

No decurso da investigação foram realizadas mais de quatro dezenas de buscas e efetuadas apreensões de variado equipamento informático – cerca de três centenas de computadores e outros suportes de dados digitais (tablets, discos externos, etc.). "Sobre este material apreendido foram realizadas 36 perícias, por especialistas informáticos da Polícia Judiciária e de instituições universitárias que colaboram com o Ministério Público. Foi feita a inquirição de mais de meia centena de testemunhas", acrescentam. 

Esta não é a primeira vez que as autoridades investigam ataques informáticos contra o Governo e empresas privadas. Em Dezembro de 2017, a Sábado noticiou aquela que é provavelmente a maior fuga de informação pessoal de que há memória em Portugal.

Milhares de endereços de emails e as respectivas passwords de funcionários públicos, quadros de bancos, grandes empresas e clubes de futebol estão a circular na Internet em duas gigantescas listas a que a Sábado teve acesso. Elas incluem funcionários de várias áreas sensíveis da administração pública: Ministérios, Forças Armadas, parlamento, Ministério Público, Polícia Judiciária (PJ), juízes, Autoridade Tributária e Comissão Nacional de Eleições. Mas também de bancos, hospitais, transportadoras, sociedades de advogados, empresas do PSI 20 e também de comunicação social. 






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