Justiça Advogado de Sócrates diz que motorista "nunca levou malas de dinheiro" para Paris

Advogado de Sócrates diz que motorista "nunca levou malas de dinheiro" para Paris

O advogado de defesa de José Sócrates, João Araújo, disse hoje, em Évora, que o motorista do ex-primeiro-ministro, João Perna, "nunca foi a Paris" nem "levou malas de dinheiro" para a capital francesa.
Advogado de Sócrates diz que motorista "nunca levou malas de dinheiro" para Paris
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 18 de dezembro de 2014 às 17:22

"Irritou-me profundamente o espectáculo, o folclore, em torno da audição do senhor João Perna" e "as aldrabices, as mentiras, que foram produzidas, presumo que sopradas pela investigação", afirmou o advogado, à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, onde reuniu com o seu constituinte, em prisão preventiva.

 

Segundo João Araújo, o motorista do antigo primeiro-ministro, João Perna, "nunca foi a Paris, nunca levou malas de dinheiro para Paris e o carro do senhor engenheiro José Sócrates nunca passou de Espanha".

 

As declarações de João Araújo foram proferidas no dia em que o motorista João Perna foi interrogado no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em Lisboa.

 

João Perna, preso preventivamente no âmbito da investigação "Operação Marquês", foi ouvido por um procurador do DCIAP, em interrogatório complementar.

 

No início desta semana o advogado de José Sócrates disse que vai entregar na sexta-feira o recurso da prisão preventiva, que inicialmente esteve marcado para segunda-feira, mas que adiou alegando que necessitava de consultar primeiro o ex-primeiro-ministro.

 

Hoje, João Araújo escusou-se a fornecer mais pormenores aos jornalistas.

 

José Sócrates está preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Évora por suspeita de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada num caso relacionado com alegada ocultação ilícita de património e transacções financeiras no valor de vários milhões de euros.

 

Além de Sócrates e João Perna, no âmbito da mesma operação está ainda em prisão preventiva Carlos Santos Silva, empresário e amigo de longa data do ex-líder socialista.

 

O processo tem ainda como arguido o advogado Gonçalo Trindade, que está proibido de contactar com os restantes arguidos, de se ausentar para o estrangeiro, com a obrigação de entregar o passaporte e de se apresentar semanalmente no DCIAP.




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