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Antigo administrador da PT preso no Brasil

Os presidentes das duas construtoras brasileiras Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht foram presos preventivamente. Otávio Azevedo foi um administrador da PT que desmentiu Salgado e tentou afastar Bava.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Junho de 2015 às 14:20
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Tinha uma palavra a dizer na Portugal Telecom. Chegou a ser administrador da empresa portuguesa, em representação da Oi. Garantiu que a empresa brasileira nunca teve conhecimento das aplicações feitas na Rioforte que levaram à delicada situação da empresa portuguesa e ao fim da fusão entre as duas operadoras. Disse que Ricardo Salgado fez declarações falsas. Terá feito pressão para a demissão de Zeinal Bava na Oi. Chama-se Otávio Azevedo e é presidente da Andrade Gutierrez, a construtora accionista da operadora brasileira. Foi preso preventivamente esta sexta-feira, 19 de Junho, tal como o presidente da construtora concorrente Odebrecht no âmbito da operação de luta contra a corrupção no Brasil conhecida como Lava Jato.

 

A imprensa brasileira noticia a acção judicial desencadeada pela polícia federal agora que esta operação entra na 14ª fase. A nova etapa passa pelo cumprimento de 12 mandatos de prisão e 38 de busca e apreensão, segundo avança a revista Veja no site. Otávio Azevedo já foi preso preventivamente. Marcelo Odebrecht, director-presidente da construtora com aquele nome, também.


Conforme relembra a imprensa brasileira, as duas construtoras, que já tinham sido associadas ao escândalo do Lava Jato, ainda não tinham executivos presos, ao contrário de outras empresas do sector, como a Camargo Corrêa, dona da portuguesa Cimpor.

 

"A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os factos investigados pela Operação Lava Jato, e espera poder esclarecer todas os questionamentos da Justiça o quanto antes", indica a nota da empresa que está a ser citada pela imprensa. A construtora adianta que está a colaborar com as investigações e a prestar "todo o apoio necessário aos seus executivos nesse momento".

 

Já a Norberto Odebrecht admite que os seus escritórios foram alvos de busca. "Da mesma forma, alguns mandados de prisão e condução coerciva foram emitidos". "Como é de conhecimento público, a CNO entende que estes mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", adianta o documento.

A Odebrecht já foi noticiada por uma empresa sua ter integrado consórcios que venceram obras públicas durante os mandatos de José Sócrates. É uma das peças que, segundo o jornal i está a ser investigada pela Operação Marquês.

A Lava Jato é uma operação desencadeada pelas autoridades brasileiras por suspeitas de corrupção e desvio de dinheiro público em que a Petrobras é o centro do escândalo. As suspeitas indicam que as construtoras pagavam "luvas" a funcionários com elevada responsabilidade na petrolífera para ganharem negócios.


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