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Ex-CEO da Wirecard detido em Munique já foi libertado. Pagou fiança de 5 milhões

Markus Braun, acusado de inflacionar artificialmente o balanço e as receitas da companhia alemã, foi agora libertado depois de ter pago uma fiança de 5 milhões de euros. Tinha sido preso na noite de segunda-feira.

Michael Dalder
Negócios jng@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 10:05
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O escândalo da Wirecard conheceu mais um episódio relevante. Markus Braun, que foi demitido do cargo de CEO da companhia alemã na semana passada, foi detido na noite da passada segunda-feira, dia 22 de junho, em Munique, de acordo com a procuradoria da cidade bávara. Contudo, algumas horas depois foi novamente libertado, após pagar uma fiança de 5 milhões de euros e com o compromisso de se apresentar à polícia semanalmente, segundo o Financial Times.

De acordo com a imprensa internacional, o Ministério Público alemão acusava o antigo CEO da Wirecard de inflacionar artificialmente o balanço e as receitas da companhia alemã, com o objetivo de tornar a Wirecard mais atrativa para os investidores.

A detenção de Braun surgiu depois de ontem ter sido notícia que os 1,9 mil milhões de euros que a empresa de processamento de pagamentos tinha registados como ativos, e que a auditora EY tinha dado como desaparecidos, provavelmente nunca existiram.

Aquela que era considerada uma das fintech mais promissoras da Alemanha tem agora um futuro duvidoso pela frente, enfrentando a possibilidade de um colapso se não for resgatada.

A empresa revelou, na segunda-feira, que está em conversações com os credores e a considerar uma reestruturação completa, depois de ter recuado na publicação dos resultados de 2019 e do primeiro trimestre de 2020.

A crise que se vive na Wirecard está bem patente no desempenho desastroso das ações nas últimas sessões. Na passada quinta-feira, quando a empresa reconheceu o buraco nas contas, as ações afundaram 62%. Na sessão seguinte caíram mais 35% e ontem afundaram 44% para mínimos de 2011.

Esta terça-feira até estão a reagir em alta à detenção do ex-CEO, sobretudo porque as investigações das autoridades alemãs não implicam, para já, mais gestores da empresa. As ações chegaram a ganhar 14,2% para 16,49 euros.

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