Justiça Armando Vara já recorreu da prisão domiciliária

Armando Vara já recorreu da prisão domiciliária

Armando Vara já recorreu da prisão domiciliária que lhe foi aplicada como medida de coacção depois de ter sido constituído arguido na Operação Marquês. Segundo o Correio da Manhã, o antigo administrador da CGD reclama a medida menos gravosa.
Armando Vara já recorreu da prisão domiciliária
Paulo Duarte
Negócios 24 de agosto de 2015 às 08:42

Armando Vara contesta a existência de indícios de qualquer crime no empréstimo que a Caixa Geral de Depósitos concedeu ao empreendimento Vale de Lobo e, por esta razão, contesta a medida de coacção que lhe foi aplicada e que o obriga a estar em prisão domiciliária.

 

O antigo administrador da CGD, constituído arguido na Operação Marquês por causa do financiamento do banco ao resort algarvio, pede que lhe seja aplicada a medida de coacção menos gravosa, ou seja, o termo de identidade e residência, até que seja deduzida a acusação, noticia o Correio da Manhã esta segunda-feira, 24 de Agosto.

 

O recurso vai ser apreciado no Tribunal Central de Investigação Criminal, liderado pelo Juiz Carlos Alexandre, responsável pela decisão de colocar Vara em prisão domiciliária com vigilância electrónica.

 

Vara está indiciado por factos susceptíveis de integrarem crimes de corrupção passiva, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, desde 9 de Julho, data em que foi detido para interrogatório e constituído arguido na Operação Marquês, em que o principal arguido é o seu amigo e antigo primeiro-ministro José Sócrates.

 

Os indícios que recaem sobre o antigo administrador da Caixa estarão relacionados com alegadas "luvas" de doze milhões de euros que terão sido paga por Hélder Bataglia no caso Vale do Lobo. A investigação acredita que a comissão foi paga por causa de um empréstimo de 194 milhões de euros concedido pela CGD numa altura em que Armado Vara era administrador do banco, refere o CM.

 

O resort foi comprado, em 2006, através de um empréstimo da Caixa, sendo que o banco do Estado acabou por participar na operação também como accionista, através de uma sociedade constituída para o efeito. O banco público era então presidido por Carlos Santos Ferreira e tinha Vara como administrador.



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