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Argentina tenta atrasar o reembolso de 1,3 mil milhões de dólares aos credores

Argentina apresenta esta terça-feira uma petição nos tribunais norte-americanos, para adiar o pagamento de reembolsos aos credores, que se não for aceite coloca o país à beira do incumprimento e de nova crise da dívida.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 16:16
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A Argentina corre sério risco de enfrentar nova crise financeira se o Supremo Tribunal americano não avalizar a petição que Buenos Aires apresenta esta terça-feira, nos tribunais norte-americanos, com o objectivo de adiar o reembolso de 1,3 mil milhões de dólares a credores.

 

A notícia avançada pela “BBC” refere que este valor está relacionado com a dívida a credores que recusaram participar no processo de  renegociação de uma dívida que remonta ao incumprimento de há 12 anos. O Governo liderado pela Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez aos credores uma proposta que garantiria “aos investidores a opção do valor nominal das obrigações até 2038 ou com desconto”.

 

Os fundos não aceitaram e avançaram para tribunal, que acabou por não aceitar a proposta da Argentina. Em finais de 2012 um juiz norte-americano condenou Buenos Aires ao pagamento integral dos 1,3 mil milhões de dólares de capital e juros aos fundos NML Capital e Aurelius. Esta dívida remonta a 2001, ainda antes do país entrar em default.

 

A presidente Kirchner, que apelidou os dois principais fundos detentores desta dívida, NML Capital e Aurelius, de “abutres”, garante que o seu governo nada pagará aos credores que quiseram ficar de fora da renegociação da dívida argentina.

 

A Argentina, que já entrou em incumprimento por três vezes ao longo da sua história, a última em 2002, vive com uma inflação de 25% e viu a sua moeda, o peso, cair 19% no passado mês de Janeiro. A Presidente atribui as responsabilidade da actual conjuntura aos grandes supermercados e às petrolíferas, segundo noticia a “BBC”.  

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