Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Capital do Móvel "demarca-se" de casos de fraude fiscal

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira pede para "não se tomar uma parte pelo todo" na operação "Fundo Falso", lembrando que no concelho há cinco mil empresas a operar neste sector.

Paulo Duarte/Negócios
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 04 de Maio de 2016 às 19:07
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) "demarca-se de toda e qualquer actividade ilícita" cometida pelas empresas de mobiliário envolvidas na operação "Fundo Falso", que levou esta quarta-feira, 4 de Maio, à detenção de nove empresários do sector e também de um contabilista envolvidos num esquema de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

 

Dizendo repudiar os crimes e aguardar "serenamente" o resultado da investigação, a associação liderada por Rui Carneiro garante que as empresas da chamada Capital do Móvel – a marca usada pelos negócios deste concelho do Vale do Sousa que operam neste sector – "continuam a trabalhar tendo por base boas práticas comerciais e com respeito pela lei".

Neste esquema fraudulento que subtraiu aos cofres do Estado "vários milhões de euros" de impostos, segundo a Polícia Judiciária, estão implicadas nove empresas de Paços de Ferreira e do concelho vizinho de Paredes. E só no primeiro há mais de cinco mil empresas de mobiliário, lembra esta associação que organiza duas feiras anuais no Parque de Exposições local. "Não podemos tomar uma parte pelo todo, nem generalizar. Existem boas e más gestões em qualquer área de negócio. Esta não é excepção", reclama.


"Esperamos novos desenvolvimentos e garantimos que tudo iremos fazer para defender a boa reputação da Capital do Móvel e o bom nome de todos os empresários que, todos os dias, trabalham dignamente em prol do desenvolvimento económico da região e do País", conclui o comunicado assinado pela direcção da AEPF, que anunciou recentemente que não se vai recandidatar para um segundo mandato, queixando-se da não regularização de uma dívida de cerca de 500 mil euros por parte da autarquia local.

Segundo os detalhes adiantados pela PJ, os suspeitos, com idades entre os 38 e 61 anos, "serviam-se da emissão de ‘facturas de favor’, sem qualquer transacção que as fundamente", para aumentar ficticiamente os seus custos e reduzir os impostos a pagar. As autoridades não divulgaram a identidade dos empresários, que a associação empresarial também alega desconhecer.

Ver comentários
Saber mais Mobiliário fraude fiscal branqueamento de capitais buscas Polícia Judiciária operação Fundo Falso Paços de Ferreira Paredes indústria
Outras Notícias