Justiça Carlos Alexandre: Um juiz com três semanas atribuladas

Carlos Alexandre: Um juiz com três semanas atribuladas

Enquanto juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, desde 13 de Novembro que Carlos Alexandre está, quase sem se mostrar, sob os holofotes mediáticos. O Negócios deixa-lhe o resumo de três semanas atribuladas para o magistrado e para o país.
Carlos Alexandre: Um juiz com três semanas atribuladas

A chamada criminalidade de colarinho branco está no centro das atenções mediáticas nas duas últimas semanas. Operações de buscas em domicílios, instalações do Estado e sedes de empresas; detenções de um ex-primeiro-ministro, de um director de polícia, de quadros de topo da administração pública ou de empresários; inquirições a detidos que se prologam por fins-de-semana. Por entre esta avalancha de acontecimentos no sector da justiça, está também o trabalho de uma figura incontornável: o juiz que há dez anos lidera o Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre.

 

13.11.2014

Escândalo dos vistos "gold"

No âmbito de um processo de corrupção relacionado com a concessão dos chamados "vistos Gold", a Polícia Judiciária faz 11 detenções. Entre os detidos estão Manuel Jarmela Palos, director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras; António Figueiredo, presidente dos Registos e Notariado; e Maria Antónia Anes, secretária-geral do Ministério da Justiça.

 

14.11.2014

Começam as inquirições aos 11 detidos

Tem início o interrogatório aos 11 detidos. Chegam ao tribunal sob suspeita de branqueamento de capitais, peculato, tráfico de influências e corrupção. A presença dos detidos perante o juiz continua ao longo do fim-de-semana.

 

16.11.2014

Miguel Macedo sai do Governo

Sem assumir qualquer culpa ou responsabilidade pessoal no caso dos vistos "gold", mas referindo que a sua autoridade ficou diminuída, Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, demite-se do cargo.

 

18.11.2014

Cinco arguidos em prisão preventiva

Durante a tarde são concluídos os interrogatórios aos 11 detidos e cerca das 22 horas fica a saber-se que cinco destes ficam em prisão preventiva.

 

20.11.2014

Octapharma vigiada

A empresa farmacêutica, da qual José Sócrates é consultor para a América Latina, é alvo de buscas.

 

20.11.2014

Motorista de Sócrates detido

João Perna, motorista de José Sócrates, é o primeiro arguido detido para interrogatório.

 

21.11.2014

Mais dois detidos

Carlos Santos Silva, empresário e amigo de Sócrates, é detido para interrogatório. O mesmo sucede com o advogado Gonçalo Trindade Ferreira.

 

21.11.2014

Grupo Lena visado

A empresa de Leiria é alvo de buscas durante o final do dia e início da noite de sexta-feira.

 

21.11.2014

Sócrates e detido no aeroporto

À chegada a Portugal, vindo de Paris, José Sócrates é detido, às 22h30 no aeroporto de Lisboa.

 

22.11.2014

Ex-primeiro-ministro consulta o processo

O ex-primeiro-ministro é presente a tribunal às 17 horas, depois de ouvidos os outros arguidos. Pediu para consultar o processo e nesse mesmo dia noticiou-se que estavam a ser feitas buscas no seu apartamento em Lisboa.

 

23.11.2014

Interrogatório do detido Sócrates

Interrogatório começa às 9h38 e dura todo o dia até às 20h05.

 

24.11.2014

Decretada prisão preventiva para três

Interrogatório a José Sócrates até às 12h34. As alegações acontecem entre as 16h30 e as 19h45. As medidas de coacção são comunicadas pouco passava das 22 horas. Prisão preventiva para três arguidos, entre os quais Sócrates que seguiu para o estabelecimento prisional de Évora, onde chegou de madrugada.

 

27.11.2014

Buscas no âmbito ao universo Espírito Santo

No âmbito das investigações ao Universo Espírito Santo, é noticiada ao início da manhã a ocorrência de buscas, acompanhadas por Carlos Alexandre, a residências e escritórios dos membros da antiga administração do Banco Espírito Santo, liderada por Ricardo Salgado, e à sede da instituição, em Lisboa. Segundo a CMTV, até às 12h00, as autoridades realizaram buscas às residências de Ricardo Salgado, Morais Pires, Álvaro Sobrinho (antigo presidente executivo do BES Angola) e Hélder Bataglia, ex-presidente executivo da Escom.




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