Justiça CGD denunciou Sócrates

CGD denunciou Sócrates

Foi a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que denunciou o antigo primeiro-ministro à PJ, a 12 de abril de 2013, e motivou a Operação Marquês, dando conta da existência de transferências suspeitas do seu amigo empresário Carlos Santos Silva para a conta da mãe de José Sócrates.
CGD denunciou Sócrates
Negócios 26 de janeiro de 2019 às 09:39

A Operação Marquês começou com uma denúncia da Caixa Geral de Depósitos, que em abril de 2013 enviou para a Polícia Judiciária um relatório em que dá conta da existência de transferências suspeitas de Carlos Santos Silva para a conta da mãe José Sócrates, a qual, segundo a acusação, funcionou como "conta de passagem", avança o semanário "Expresso" na sua edição deste sábado, 26 de janeiro.

"Decidiu esta I.F. [Instituição Financeira] proceder à abertura do processo de investigação em nome de José Sócrates Carvalho Pinto Sousa em virtude de terem sido recebidas na sua conta à ordem com o NIB (…) diversas transferências de quantias elevadas", refere o relatório da CGD citado pelo "Expresso".

 

De acordo com os documentos consultados pelo semanário  -  500 páginas inéditas que mostram como começou a investigação ao antigo primeiro-ministro -, o antigo primeiro-ministro terá recebido, através da mãe (Maria Adelaide Monteiro), mais de meio milhão de euros de Carlos Santos Silva.

 

"Desconhecemos a racionalidade económica e financeira que está subjacente às transferências emitidas por Carlos Manuel Santos Silva, no valor de 600 mil euros para a conta de Maria Adelaide Carvalho Monteiro (funcionando esta como "conta de passagem"), a qual posteriormente transferiu de forma fracionada, num período de cerca de seis meses, a quantia de 450 mil euros para a conta de José Sócrates Pinto Sousa", refere o documento então enviado pela CGD para a PJ, processo que foi classificado internamente no banco com o número 151/2003.

Em abril de 2013, o saldo bancário de José Sócrates era de 99 mil euros, informou a CGD.

 

"O documento identifica ainda Sofia Fava, ex-mulher de Sócrates, incluindo como transações suspeitas um conjunto de 13 transferências feitas para ela pelo ex-marido, no total de 85.600 euros", avança o "Expresso".

Estes documentos, aos quais o "Expresso" chama "capítulo oculto da Operação Marquês", foram exigidos pelo juiz Ivo Rosa a tempo de estarem disponíveis no arranque da fase de instrução desta operação, que arranca na segunda-feira. 

José Sócrates, que chegou a estar preso preventivamente durante dez meses e depois em prisão domiciliária, é acusado de 31 crimes e de receber 34 milhões de euros em "luvas". 




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