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China poupa mulher a sentença de morte por crime de mercado

O tribunal chinês que tem de aprovar todas as penas capitais no país rejeitou a sentença de morte ditada a uma mulher, por ter angariado investimentos no valor de 380 milhões de yuans com a promessa de retornos irrealistas.

Negócios negocios@negocios.pt 20 de Abril de 2012 às 13:45
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Wu Ying é uma mulher que levou um salão de arranjo de unhas a crescer até se tornar um conglomerado regional, explica o "The Wall Street Journal". A milionária que chegou a ser descrita como uma das mulheres mais ricas da China é líder do Bense Holding Group e foi condenada por burla ao angariar 380 milhões de yuans (45,8 milhões de euros).

A condenação à pena de morte foi ditada por um tribunal intermédio de província chinesa de Zhejiang. Uma sentença que foi rejeitada pelo supremo tribunal chinês.

"O Supremo Tribunal sente que o montante de fundos envolvido neste caso é enorme e foi provocado um enorme dano às vítimas e, ao mesmo tempo, afectou seriamente a gestão financeira do Governo", disse o tribunal em comunicado.

"O dano foi extremamente sério e deveria ser punido de acordo com a lei", acrescentou. Mas "com base numa análise geral ao caso, a sentença de morte pode ser protelada".

Uma decisão que foi a favor da arguida, segundo disse o seu advogado ao "The Wall Street Journal", já que a decisão impede que o tribunal de instância menor volte a aplicar-lhe a pena de morte. "Isto são boas notícias. Era por isto que nós esperavámos", disse Zhang Yanfeng.

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