Justiça CM: Hélder Bataglia exigiu amnistia total para falar sobre Sócrates

CM: Hélder Bataglia exigiu amnistia total para falar sobre Sócrates

O ex-presidente da Escom exigiu que o Ministério Público lhe garantisse uma amnistia sobre todos os casos em que está implicado, para vir a depor sobre Sócrates. Rosário Teixeira recusou, diz o Correio da Manhã.
CM: Hélder Bataglia exigiu amnistia total para falar sobre Sócrates
Bruno Simão/Negócios
Negócios 08 de março de 2016 às 11:48

Hélder Bataglia, o empresário que é suspeito de ter transferido 12 milhões de euros para José Sócrates através das contas do amigo Carlos Santos Silva, exigiu uma espécie de amnistia total de todos os casos em que está sob investigação, para vir a Portugal prestar esclarecimentos no âmbito da Operação Marquês.

 

Segundo relata esta terça-feira o Correio da Manhã, Rosário Teixeira comprometeu-se a não deter o empresário na sua deslocação a Lisboa, mas Bataglia quis mais. Em concreto, pretendia ser ouvido ao abrigo de uma convenção de apoio judiciário da CPLP, que, explica o jornal, lhe daria uma espécie de salvo conduto.

 

Se Rosário Teixeira tivesse aceitado, Bataglia ficaria a salvo dos outros processos em que está a ser investigado.

 

Além de ter sido constituído arguido na Operação Marquês, o empresário luso-angolano está a ser investigado no caso Monte Branco, por suspeitas de fraude fiscal e lavagem de dinheiro. Adicionalmente, estará também implicado na "prenda" de 14 milhões de euros dada pelo construtor José Guilherme a Ricardo Salgado e nas comissões pagas no acordo de venda da Escom a Álvaro Sobrinho.

 

O jornal recorda que a ultima vez que Bataglia veio a Portugal foi para prestar declarações na comissão de inquérito ao GES. Depois disso não saiu de Angola, tendo inclusivamente cancelado uma viagem a Ibiza, onde tem estacionado um iate avaliado em 10 milhões de euros, para evitar ser detido. 




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