Justiça Compra de terrenos em Vale do Lobo na mira da investigação a Sócrates

Compra de terrenos em Vale do Lobo na mira da investigação a Sócrates

A compra de lotes de terreno em Vale do Lobo está na mira do Ministério Público no âmbito das investigações na Operação Marquês relativa a suspeitas de corrupção envolvendo José Sócrates. Segundo a Sábado, a justiça pretende ainda saber como foram pagas várias empreitadas no empreendimento algarvio.
Compra de terrenos em Vale do Lobo na mira da investigação a Sócrates
Negócios 11 de junho de 2015 às 13:42

O empreendimento Vale de Lobo está no centro das investigações da Operação Marquês, em que o antigo primeiro-ministro José Sócrates é suspeito de corrupção. Segundo a edição da revista Sábado desta quinta-feira, 11 de Junho, o Ministério Público está a investigar várias aquisições de lotes naquele resort, por suspeitas de fuga ao fisco.

 

Na mira da justiça está ainda um negócio de alegada compra de um terreno por 12 milhões de euros. Os investigadores encabeçados pelo procurador Rosário Teixeira pretendem descobrir o que aconteceu ao negócio que, em Dezembro de 2007, levou a Lena Engenharia e Construções e a Oceano Clube a assinarem um contrato promessa relativo a esse mesmo imóvel.

 

Além disso, refere a revista, o Ministério Público está a tentar perceber como foram pagas várias empreitadas feitas em Vale de Lobo pela Abrantina, empresa de construção adquirida em 2007 pelo Grupo Lena, como refere a Sábado.

 

A revista adianta ainda que o mandado de buscas realizadas a várias empresas referia que em 2007 foi anunciado pelo empreendimento de luxo a intenção de investir 500 milhões de euros em novas construções, existindo suspeitas de pagamentos "a funcionários e responsáveis políticos".

 

As suspeitas relativamente a Vale de Lobo que recaem sobre José Sócrates dizem respeito ao facto de o antigo primeiro-ministro ter aprovado o Plano de Ordenamento do Território para o Algarve (Protal) em Maio de 2007. Segundo avançou o Diário de Notícias na segunda-feira, 8 de Junho, o Ministério Público terá confrontado Sócrates com esta decisão que, alegam os investigadores, estará relacionada com transferências de dinheiro para contas na Suíça realizadas em 2008 e 2009.

 

Entre estas transferências estarão os 12 milhões de euros que, segundo noticiou o Expresso a 30 de Maio, foram transferidos por Hélder Bataglia, accionista de Vale de Lobo e da Escom, antiga empresa do universo Espírito Santo, para uma conta de Joaquim Barroca Rodrigues, um dos donos do Grupo Lena, que também é arguido na Operação Marquês.

 




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