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Dirigentes do Banco do Vaticano vão ser julgados por lavagem de dinheiro

Dois antigos dirigentes de topo do Banco do Vaticano vão ser julgados por lavagem de dinheiro, indicou a justiça italiana na sexta-feira, ao mesmo tempo que inocentou o ex-presidente da instituição.

Bloomberg
Lusa 29 de Março de 2014 às 12:09
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Paolo Cipriani, antigo director-geral do banco, cuja designação oficial é Instituto para as Obras da religião (IOR), e o seu adjunto Massimo Tulli são acusados num processo que já conduziu à apreensão de 23 milhões de euros.

 

A imprensa italiana citou os procuradores a dizerem que Cipriani e Tulli teriam aprovado o pagamento suspeito, enquanto o antigo presidente, Ettore Gotti Tedeschi, teria pelo contrário procurado aplicar as leis contra a lavagem de capitais.

 

Os dois dirigentes foram obrigados a demitir-se em 2013, três dias depois de um contabilista do Vaticano, monsenhor Nunzio Scarano, que controlava as contas do banco, ter sido detido em Itália por transferências suspeitas.

 

Gotti Tedeschi, demitido em 2012 durante um raro confronto público com o conselho de administração do banco, foi inocentado e ameaçou apresentar queixa por atentado à sua reputação.

 

A imprensa italiana relatou que ele tinha sido demitido por discordar de outros dirigentes do banco, que se tinham oposto aos seus esforços de promoção de uma maior transparência da instituição financeira.

 

O banco, que gere as contas dos religiosos católicos e de congregações em todo o mundo, tem uma má reputação, mas o Vaticano prometeu restaurá-la e colocar a instituição de acordo com as leis internacionais.

 

Em 2012, o IOR tinha activos de 6,3 mil milhões de euros e 18.900 clientes.

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