Justiça Ex-presidente do Turismo do Norte acusado de pagar a clubes para liderar a Liga

Ex-presidente do Turismo do Norte acusado de pagar a clubes para liderar a Liga

Melchior Moreira terá colocado publicidade nas camisolas do Vitória de Guimarães e Sporting de Braga em troca do apoio dos dirigentes destes clubes à sua eventual candidatura à presidência à Liga, avança o Público.
Ex-presidente do Turismo do Norte acusado de pagar a clubes para liderar a Liga
Movenotícias
Negócios 29 de outubro de 2019 às 09:09

O Ministério Público acusa o antigo presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Melchior Moreira, de ter patrocinado clubes em troca de apoio a uma eventual candidatura à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que nunca chegou a concretizar-se. A notícia é avançada pelo Público na edição desta terça-feira, 29 de outubro.

Em causa está o patrocínio às camisolas do Vitória de Guimarães e do Sporting, em troca do apoio dos dirigentes destes clubes a uma candidatura de Melchior Moreira para liderar a Liga. No caso do Vitória de Guimarães, a publicidade nas camisolas do Turismo do Porto e Norte e do geoparque de Arouca decorreu durante dois jogos e custou ao TPNP mais 100 mil euros. O montante foi dividido por vários contratos para, alegadamente, contornar as regras da contratação pública, detalha o jornal.

No caso do Sporting de Braga trata-se de um contrato de patrocínio com o objetivo de promoção da região Norte em Madrid, onde a equipa bracarense disputou a Ronda de Elite da UEFA Futsal Club em novembro de 2017.

Além de ter avançado com a acusação de Melchior Moreira, no âmbito da Operação Éter e evitando a sua libertação, o Ministério Público vai ainda continuar a investigar, num processo autónomo, a contratação de dezenas de lojas de turismo interativas do Norte. Neste caso, nos últimos meses a Policia Judiciária constituiu como arguidos dezenas de antigos e atuais autarcas.

O Ministério Público decidiu, assim, manter Melchior Moreira em prisão preventiva – uma situação que decorre h mais de um ano – alegando risco de perturbação do inquérito devido à vasta rede de contactos e influencias do antigo deputado do PSD, detalha o Público.




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