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Face Oculta: PGR "contente" com acórdão que confirma "boa investigação" do MP

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, manifestou-se "contente" com o acórdão relativo ao processo "Face Oculta", porque confirma a "boa investigação" do Ministério Público (MP), que viu reconhecido "aquilo pelo qual tinha lutado".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 05 de Setembro de 2014 às 17:02
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"Fico, obviamente, contente por este acórdão, mas também fico contente por todos os acórdãos que, por esse país fora, vão dando a sua conformação àquilo que tinha sido a acusação do MP", disse.

 

Segundo Joana Marques Vidal, com a decisão do Tribunal Judicial de Aveiro, o MP viu reconhecido "aquilo pelo qual tinha lutado, de acordo com o que estava no processo".

 

"Nós não temos vitórias ou derrotas, nós temos decisões que podem confirmar que foi efectuado um bom trabalho e penso que, nesse aspecto, o MP hoje pode estar contente", acrescentou.

 

A procuradora-geral da República salientou que o acórdão "veio confirmar que houve uma boa investigação, uma boa capacidade de articulação entre as polícias e, especialmente, entre a Polícia Judiciária e o MP".

 

E a decisão prova que "houve uma boa capacidade também de, no âmbito dos julgamentos, apresentarem as provas e os elementos que tinham recolhido durante a investigação", enfatizou.

 

Joana Marques Vidal falava aos jornalistas em Évora, após conferir posse ao novo procurador-geral Distrital de Évora, Alcides Manuel Rodrigues.

 

O processo "Face Oculta", cuja leitura do acórdão foi realizada hoje, está relacionado com uma suposta rede de corrupção que teria como objectivo o favorecimento do grupo empresarial de Manuel Godinho, nos negócios com empresas do sector empresarial do Estado e privadas.

 

Envolveu 36 arguidos - 34 pessoas e duas empresas - que responderam por centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influência. Todos foram hoje condenados.

 

O sucateiro Manuel Godinho, principal arguido no processo, foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão, em cúmulo jurídico, Armando Vara e José Penedos foram condenados a cinco anos prisão efectiva e Paulo Penedos, a quatro anos de prisão efectiva.

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