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Já começou o julgamento de ex-ministro grego acusado de lavagem de dinheiro

O ex-ministro da Defesa, Akis Tsochatzpoulos, que foi acusado de aceitar subornos e de lavagem de dinheiro, foi a julgamento com os outros 18 suspeitos do caso, esta segunda-feira, no primeiro julgamento de uma figura política grega nos últimos 22 anos.

Maria Ribeiro 22 de Abril de 2013 às 13:28
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O antigo ministro grego Akis Tsochatzpoulos já foi a julgamento, esta segunda-feira, pelas acusações de lavagem de dinheiro e suborno durante o tempo em que exerceu o cargo de ministro da Defesa, entre 1996 e 2001, crimes que terá continuado após abandonar o Governo.

 

O Conselho de Atenas de Apelação de Juízes, já tinha indicado o ex-ministro, juntamente com 18 pessoas, que incluem a sua mulher, irmã e primo, para ser julgados pelo desvio de dinheiro em negócios de aquisição militar. Em causa estará a compra do míssil TOR M1 e a de submarinos, assinados durante o seu mandato.

 

Alguns dos seus anteriores associados, bem como membros da sua família, e alegados representantes de firmas “offshore” estão a ser ligados a uma rede de lavagem de dinheiro. Oito dos acusados estão presos.

 

Segundo o jornal Ekathimerini, o Conselho já apurou que os contractos destas duas procurações valem cerca de 3 milhões de euros. Ainda segundo o mesmo jornal, os procuradores acreditam que 160 milhões de euros foram pagos em subornos na compra deste material militar, sendo que, até agora, as autoridades já encontraram 57 milhões de euros em contas offshore.

 

Tsochatzpoulos não pode ser julgado por ter aceite subornos devido ao estatuto de limitações por ofensas cometidas por políticos. Contudo, pode ser julgado por lavagem de dinheiro por ter cometido esta ofensa depois de deixar o cargo.

 

Tschatzopoulos pode enfrentar até 12 anos de prisão se for declarado culpado. Fontes perto do ex-ministro garantem que caso se prove que estava envolvido no esquema ele vai tentar convencer o tribunal de que existiriam motivações políticas e que não assumiria responsabilidades por aprovar os contractos em questão.

 

Para somar a tudo isto, o mês passado, outro tribunal decretou que Tsochatzpoulos cometeu uma infracção na declaração dos seus bens durante os últimos anos e decretou-lhe uma pena de oito anos de prisão.

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