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Miguel Macedo: "Conformei-me com a ida a julgamento" dos vistos gold

Acusado no caso dos vistos gold, o antigo ministro da Administração Interna diz que foi ele quem optou por ir a julgamento a partir do momento em que não requereu instrução do processo.

Lusa 12 de Maio de 2016 às 16:51
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O antigo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse hoje que já se tinha conformado com a ida a julgamento, uma vez que não contestou a acusação na fase de instrução dos 'vistos gold'.

"Não pus em crise a acusação nesta fase, eu conformei-me com a ida a julgamento", disse Miguel Macedo à agência Lusa, depois de o juiz de instrução ter hoje decidido levar os 17 arguidos da Operação Labirinto a julgamento.

No âmbito do processo de 'vistos gold', Miguel Macedo é acusado de três crimes de prevaricação de titular de cargo político e um de tráfico de influência.

Questionado sobre a decisão do juiz Carlos Alexandre de levar a julgamento todos arguidos, o antigo ministro da Administração Interna do Governo PSD/CDS afirmou não ter qualquer expectativa, "porque não tinha que ter", já que a sua decisão "foi lá atrás" quando optou por não requerer a instrução.

"A partir do momento em que eu não requeri instrução do processo, evidentemente que tinha decidido que ia a julgamento", adiantou.

"Quando decidi não requer a instrução, não pus em crise nenhuma das coisas que vinha na acusação nesta fase, portanto o resultado só podia ia a julgamento", disse ainda.

A operação Labirinto está relacionada com a aquisição de 'Vistos Gold' e em causa estão crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência.

Neste processo são também acusados o antigo presidente do Instituto de Registos e Notariado, António Figueiredo, o ex-diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos, a ex-secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, e alguns empresários chineses.
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