Justiça Mossack Fonseca alvo de buscas no Panamá

Mossack Fonseca alvo de buscas no Panamá

A polícia do Panamá realizou buscas durante a madrugada (em Lisboa) na sede da Mossack Fonseca, sem "incidentes" ou "impedimentos".
Mossack Fonseca alvo de buscas no Panamá
Reuters
Negócios 13 de abril de 2016 às 10:15

Os escritórios da Mossack Fonseca, a sociedade de advogados no centro do caso Panama Papers, foram alvo de um raide na terça-feira, 12 de Abril, por parte da autoridade tributária daquele país, que criou uma unidade de combate ao crime organizado e abriu uma investigação ao escândalo que revelou a criação de sociedades "offshores".

A diligência visou "procurar informação que ajude o expediente", segundo uma fonte do Fisco do Panamá, citada pelo jornal Critica. A Reuters acrescenta que a polícia acrescentou que no centro das buscas esteve a procura de documentação que estabelecesse ligação entre a firma e actividades ilícitas. A firma foi acusada, segundo a mesma agência noticiosa, de evasão fiscal e fraude.

Em comunicado, citado pelas agências e jornais internacionais, a Procuradoria-Geral da República do Panamá informou que a acção realizou-se simultaneamente em várias filiais da empresa e no centro de dados que dá suporte informático à sociedade.

As buscas começaram à tarde (no Panamá), sob o comando do procurador Javier Caravallo, especializado em crime organização e lavagem de dinheiro. No comunicado ainda se acrescenta que o objectivo da operação era "obter documentação que consiga relacionar as informações publicadas nos artigos jornalísticos e que revelam uma eventual utilização da firma em actividades ilícitas".

A Mossack Fonseca, contactada por vários meios de comunicação, não comentou. Mas nos últimos dias o sócio da sociedade, Ramon Fonseca, declarou que a companhia não cometeu qualquer ilegalidade, não destruiu qualquer documento e as suas operações são legais.

A firma de advogados do Panamá ficou mundialmente conhecida depois de revelada a sua ligação à criação de várias "offshores" que ajudaram, alegadamente, a esconder contas de grandes líderes mundiais. Foram apanhados e entregues ao Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação mais de 11,5 milhões de documentos, que uma fonte ainda anónima fez chegar ao diário alemão Suddeutsche Zeitung.

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