Justiça "Novos indícios" justificaram detenção de Ricardo Salgado

"Novos indícios" justificaram detenção de Ricardo Salgado

A Procuradoria-Geral da República diz que "está em causa a eventual prática de crimes de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais".
"Novos indícios" justificaram detenção de Ricardo Salgado
Miguel Baltazar/Negócios
Nuno Carregueiro 24 de julho de 2014 às 18:16

A Procuradoria-Geral da República emitiu esta tarde um comunicado onde detalha os motivos que levaram à detenção de Ricardo Salgado para interrogatório, agora na qualidade de arguido. A PGR lembra que "no âmbito do processo Monte Branco foram identificados movimentos financeiros que, numa primeira fase, levaram à inquirição como testemunha de Ricardo Salgado".

 

Esta inquirição aconteceu há um ano e meio, sendo que agora, semanas depois de ter abandonado a presidência do BES, Ricardo Salgado foi interrogado como arguido e não como testemunha.

 

Explica a PGR que após a audição de 2012, "prosseguiram diligências de investigação com a cooperação da Autoridade Tributária e Aduaneira, designadamente com a obtenção de elementos de prova por via da cooperação judiciária internacional, tendo sido recolhidos novos indícios que justificaram um conjunto de diligências de busca que, ontem, foram levadas a cabo".

 

Depois destas buscas, que aconteceram ontem em empresas do grupo Espírito Santo, "foi ainda suscitada ao Tribunal Central de Instrução Criminal, e deferida por este, a emissão de mandados de detenção de Ricardo Salgado, que passou a assumir a qualidade de arguido".

 

O ex-presidente do BES foi esta manhã detido na casa onde reside, no Estoril, tendo começado a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre (na foto), do Tribunal Central de Instrução Criminal, cerca das 10h30.

 

A inquirição terminou depois das 17h00, tendo sido aplicadas a Ricardo Salgado "as medidas de coacção de sujeição a caução, no montante de 3 milhões de euros, proibição de ausência do território nacional e proibição de contactos com determinadas pessoas".

 

Está em causa a eventual prática de crimes de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais.
 
Comunicado da Procuradoria-Geral da República

A PGR acrescenta que o "arguido foi presente, de seguida, a interrogatório judicial no TCIC, tendo manifestado o propósito de prestar declarações e de colaborar com a justiça para o esclarecimento dos factos.

 

Ricardo Salgado está a ser investigado pela "eventual prática de crimes de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais".

 

O Negócios apurou que as suspeitas sobre Ricardo Salgado dirão respeito, sobretudo, às transferências de 14 milhões que o antigo banqueiro recebeu do construtor José Guilherme.  




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