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PGR recusa dizer se Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos são arguidos

O procurador-geral da República escusou-se a dizer se os ex-ministros Mário Lino, António Mendonça e o ex-secretário de Estado Paulo Campos são arguidos no inquérito sobre as Parcerias Público Privadas, depois da Polícia Judiciária ter feito buscas às suas casas.

Lusa 27 de Setembro de 2012 às 08:07
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Em entrevista à RTP, Pinto Monteiro, que abandonará o cargo ao 9 de Outubro, explicou que as buscas efectuadas na terça-feira pela Polícia Judiciária decorrem do facto de estar "desde Maio" a decorrer um inquérito crime por suspeitas de ilícitos criminais, não adiantando quais.

"Esse inquérito corre já desde maio e não foi preciso que ninguém requeresse coisa nenhuma. As buscas apenas significam que os investigadores consideraram necessário fazê-las para apuramento da verdade material de ilícitos criminais". Disse.

Ainda no âmbito deste caso, e porque as buscas foram feitas às casas de ex-governantes, do governo socialista, Pinto Monteiro foi peremptório: "Não se julgam Governo anteriores, o que se julgam são ilícitos criminais. Não vamos julgar os Governo pela política que tiveram e que porventura julgamos erradas. Aí acabava a democracia".

"Não podemos cair nas investigações políticas, é preciso que haja suspeitas de ilícitos criminais", acrescentou o PGR, dizendo ainda que quando as denúncias sobre as PPP chegaram ao Ministério Público e quando se soube do relatório do Tribunal de Contas, "o inquérito já estava aberto".

A Polícia Judiciária efectuou buscas nas residências dos ex-ministros das Obras Públicas, Mário Lino e António Mendonça e do antigo secretário de Estado Paulo Campos.

A PJ realizou também buscas à casa de uma ex-vogal do conselho de administração das Estradas de Portugal e ex-adjunta de António Mendonça.

O inquérito crime às Parcerias Público Privadas está a decorrer no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).
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