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Presidente do Grupo Lena: "Todas as citações que me são imputadas são falsas"

Joaquim Paulo da Conceição, presidente do Grupo Lena, negou esta tarde que tenha dito qualquer uma das frases que são citadas pelo Correio da Manhã na edição de hoje do jornal, em que aparece a confessar ter subornado José Sócrates.

Negócios 16 de Setembro de 2016 às 13:35

"São falsidades todas as citações que me são imputadas no Correio da Manhã", afirmou o administrador, numa conferência de imprensa convocada para esta tarde. "Estou perplexo. Jamais imaginaria no jornalismo em Portugal inventar citações que eu jamais pensaria, quanto mais afirmaria."

Joaquim Paulo da Conceição foi muito assertivo nas respostas aos jornalistas. "Nenhuma das declarações que me são atribuídas entre aspas foram ditas. Nego que tenha havido qualquer favorecimento ao Grupo Lena e nego que o primeiro-ministro da altura tenha feito diferente do que fez com qualquer outra empresa nacional", acrescentou. O presidente do Grupo Lena acusou ainda o jornal de não o ter contactado antes de escrever a notícia.

O Correio da Manhã - que é detido pela Cofina, o mesmo grupo do Jornal de Negócios - escreve esta sexta-feira, 16 de Setembro, que Joaquim Paulo da Conceição foi interrogado no final de Junho pelo procurador Rosário Teixeira, tendo confessado subornos a José Sócrates e apresentado documentos que o comprovam. O objectivo dos pagamentos seria ajudar a empresa a entrar em alguns mercados internacionais, como Angola, Venezuela e Argélia.

O jornal tem citações directas do depoimento. "O Grupo Lena desenvolveu contactos através de Carlos Santos Silva de forma a procurar obter o apoio do poder político […] O apoio fazia-se através de José Sócrates e eram realizados pagamentos para este último."

São estas declarações que o administrador da empresa veio agora dizer que nunca proferiu.

Resposta do Correio da Manhã

Minutos antes de Paulo da Conceição falar, o CM escreveu um novo artigo, em que refere que o administrador foi interrogado como "representante das empresas do Grupo Lena" e não a título individual. Nessa sessão, o procurador Rosário Teixeira expõe-lhe aquilo que já foi apurado pelo Ministério Público, incluindo as conclusões de que José Sócrates ajudou o Grupo Lena e que os pagamentos a Carlos Santos Silva tinham como destino o ex-primeiro-ministro. O interrogado não nega estes factos e aceita explicar o funcionamento da empresa do grupo, dizendo que sempre contestou a centralização dos contratos em Joaquim Barroca e Santos Silva. Segundo o CM, o gestor admite ainda que oito milhões de euros pagos pelo Grupo Lena num "contrato falso" com Hélder Bataglia foram mesmo para Santos Silva. 

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