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Procurador da República detido por suspeitas de corrupção

Orlando Figueira, procurador da República que em 2012 tirou uma licença sem vencimento de longa duração, foi detido pela Polícia Judiciária no âmbito de investigações relacionadas com os crimes de corrupção, branqueamento e falsidade informática.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 23 de Fevereiro de 2016 às 11:58
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Orlando Figueira, procurador da República, foi detido esta terça-feira, 23 de Fevereiro, pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção, branqueamento e falsidade informática, crimes que terá cometido no exercício das suas funções como magistrado. 

A Polícia Judiciária está a realizar buscas em bancos e empresas para recolher documentos sobre pagamentos feitos a Orlando Figuiera, que foi titular de vários processos relacionados com altas figuras de Angola. O DN avança que houve buscas no BCP, no Banco Atlântico e no escritório de advogados de Paulo Amaral Blanco. No BCP, diz ainda o mesmo jornal, os investigadores e procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal procuraram documentação relativa à avença que Orlando Figueira manteve nos últimos anos com o Activo Bank, um banco ligado ao BCP e que, segundo apurou o Negócios, também terá sido alvo de buscas.


A detenção do magistrado, avançada pela imprensa, já foi entretanto confirmada pela Procuradoria-Geral da República. "O Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) realiza hoje buscas a domicílios mas também a escritórios de advogados e a instituições bancárias", revela o comunicado da Procuradoria-Geral da República. "Na sequência destas diligências foi efectuada uma detenção".

 

Orlando Figueira vai ser presente ao juiz de instrução criminal para primeiro interrogatório judicial. Segundo o Correio da Manhã, o magistrado terá recebido luvas superiores a um milhão de euros para conduzir ao arquivamento processos relacionados com altas figuras de Angola, sob o pretexto da "falta de provas".

De acordo com a mesma publicação, as suspeitas incidem sobre os mais mediáticos processos que Orlando Figueira investigou sobre Angola, nomeadamente os que visavam o actual vice-presidente Manuel Vicente, Álvaro Sobrinho, antigo-presidente do BES Angola, e o general Bento Kangamba. 

O Diário de Notícias adianta que a operação da Unidade Nacional Contra a Corrupção foi preparada em sigilo no último ano e acompanhada de perto por Amadeu Guerra, actual director do DCIAP, onde Orlando Figueira esteve até Setembro de 2012, altura em que tirou uma licença sem vencimento de longa duração e se mudou para a área de "compliance do BCP".

Contactado pelo Negócios, o banco não comenta as investigações. 

(notícia actualizada às 12:22 e às 15:09 com notícias das buscas no BCP, Banco Atlântico e Activo Bank)

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