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Procuradoria francesa recomenda a magistrados que abandonem investigação formal a Lagarde

O procurador-geral francês recomendou aos magistrados que deixem cair a investigação formal à presidente do FMI por suspeitas de que esta tenha interferido em benefício do empresário Bernard Tapie no âmbito do caso da venda de uma participação da Adidas ao Crédit Lyonnais quando era ministra das Finanças de França.

Reuters
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 13:51
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O procurador-geral Jean-Claude Marin recomendou aos magistrados que abandonem a investigação em curso à presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, por alegados actos de negligência durante o período em que foi ministra das Finanças, noticia esta quarta-feira, 23 de Setembro a Reuters.

Lagarde foi colocada sob investigação formal pelos magistrados franceses em Agosto de 2014, estando em causa o seu papel no pagamento de uma compensação de 403 milhões de euros a Bernard Tapie no âmbito de um acordo para pôr termo à disputa entre o empresário e o Credit Lyonnais, entidade bancária agora inexistente mas que à época era detida pelo Estado.

Tapie processou o Estado depois de vender a sua quota na empresa de artigos desportivos Adidas à Credit Lyonnaise, em 1993, argumentando que o banco o defraudou, tendo depois vendido essa quota por uma soma muito mais alta, escreve a Reuters.

O caso remonta a 2008 e suspeitou-se que o presidente Nicolas Sarkozy tivesse pressionado a sua ministra das Finanças, Lagarde, para interferir no processo em benefício do empresário.

"Acabo de ser informado da conclusão da procuradoria, que descarta o caso", disse Yves Repiquet, advogado de Lagarde, à Reuters.


Se os magistrados do Tribunal de Justiça da República – que julgam ministros por alegados crimes cometidos no decorrer das suas funções governativas – seguirem as recomendações do procurador-geral Jean-Claude Marin, a investigação será abandonada.


Segundo a legislação francesa, os magistrados podem decidir abrir uma investigação formal quando há indícios de más práticas, mas os casos nem sempre chegam a tribunal.

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