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PSD apaga ligações das "secretas" à Maçonaria

Jorge Silva Carvalho, ex-director da "secreta", foi ouvido no Parlamento em Setembro. A primeira versão do relatório indiciava ligações à Maçonaria.

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 09:17
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(Corrigido último parágrafo)

Segundo escreve hoje o jornal “Público”, a primeira versão do relatório sobre as “secretas”, assinada a 28 de Outubro de 2011 pela deputada Teresa Leal Coelho, vice-presidente da bancada do PSD, referia que "incidentes verificados nos últimos meses" (as notícias sobre as fugas de informações para a empresa Ongoing e o acesso ilícito aos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas), "sugerem indícios e lançam suspeitas de ligações" de Jorge Silva Carvalho [que, até finais de 2010, dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a "conluios de poder", "pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações".

Neste documento, a deputada escreveu que as audições realizadas à porta fechada resultaram também em "indícios e suspeitas do envolvimento" de Silva Carvalho "com grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa, nomeadamente a ramos da Maçonaria".

Todas estas citações foram eliminadas do esboço de relatório que o PSD enviou para a 1.ª comissão, com menos páginas e no qual é notório o tom mitigado das palavras. O jornal contactou Teresa Leal Coelho, mas a deputada disse não querer falar.

O esboço do relatório final faz hoje manchete no “Diário de Notícias”, que realça a conclusão de que as "secretas" têm revelado "excessiva vulnerabilidade" a "fatores externos", como os que resultam dos "ciclos eleitorais", e isso tem sido aceite nos serviços com "excessiva resignação". O "DN" teve acesso a esta versão alterada, já sem menções à maçonaria.

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