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SIC: Caução de Salgado no processo Monte Branco reduzida para 1,5 milhões de euros

A caução de Ricardo Salgado no processo Monte Branco foi reduzida de três para 1,5 milhões de euros. Para ficar em liberdade, o ex-presidente do BES precisa de mais 1,5 milhões e tem de os entregar esta quinta-feira.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 05 de Novembro de 2015 às 00:47
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Ricardo Salgado ficou com 1,5 milhões de euros disponíveis devido à redução, para metade, da caução paga no ano passado no âmbito do processo Monte Branco, avança a SIC. Precisa agora de outro tanto, até esta quinta-feira, para ficar em liberdade.

 

Depois de saber que Ricardo Salgado teria de pagar três milhões de euros para ficar em liberdade, a sua defesa pediu o levantamento na totalidade da caução paga no outro processo, o Monte Branco, em que o ex-banqueiro também é arguido, recorda a SIC, lembrando que em Julho do ano passado o ex-presidente do BES já tinha pago três milhões de euros depois de interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal por suspeitas de participação numa alegada rede de branqueamento de capitais.

 

Salgado queria agora entregar esse valor para pagar a caução no processo que investiga o universo Espírito Santo. Mas, ao que a SIC apurou, o juiz Carlos Alexandre, por proposta do Ministério Público, concordou apenas em parte: aceitou reduzir para 1,5 milhões a caução do Monte branco.

 

Salgado tem assim disponíveis 1,5 milhões de euros e se juntar outros 1,5 milhões já fica com os três milhões da caução que o tribunal lhe exige para sair de prisão domiciliária, salienta a estação de televisão do grupo Impresa de Francisco Balsemão.

 

"E não terá muito tempo para pensar, porque o prazo termina esta quinta-feira", salienta a SIC.

 

Ricardo Salgado está desde Julho passado sujeito a obrigação de permanência em casa com vigilância policial. Não pode ainda contactar os restantes arguidos.

 

No caso BES, o ex-banqueiro está indiciado pela prática de seis crimes, cujas penas máximas variam entre cinco e 12 anos. Só depois de haver uma acusação se saberá quantos crimes estarão em causa sendo que no final, a haver uma condenação, o juiz terá de fazer o cúmulo jurídico.

Com efeito, Salgado foi constituído arguido e indiciado por factos susceptíveis de integrarem os crimes de burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal qualificada e corrupção no sector privado.  

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