Justiça Sócrates fica em prisão preventiva

Sócrates fica em prisão preventiva

José Sócrates vai ficar em prisão preventiva, por suspeitas de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais. Entre os quatro arguidos do caso denominado "Operação Marquês", três ficaram em prisão preventiva. O ex-primeiro-ministro, o empresário Carlos Santos Silva e o motorista João Perna tiveram a medida de coacção máxima.
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Sara Antunes 24 de novembro de 2014 às 22:24

A escrivã do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa revelou, lendo o comunicado, que José Sócrates está indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais, tendo sido decretada prisão preventiva. O ex-primeiro-ministro vai aguardar assim, em prisão preventiva, até que haja dedução, ou não, de acusação.

 

O advogado de José Sócrates, João Araújo, foi o primeiro a revelar a medida de coacção aplicada ao ex-primeiro-ministro, considerando uma "decisão profundamente injusta e injustificada" e, garante, "a não ser que o meu cliente me dê ordens em contrário, apresentarei recurso".

 

Além do ex-primeiro-ministro estão constituídos arguidos Carlos Santos Silva, empresário e amigo de longa data de José Sócrates, Gonçalo Trindade Ferreira, advogado, e João Perna, motorista de José Sócrates.

 

Carlos Santos Silva também fica em prisão preventiva, estando indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

 

João Perna, motorista de José Sócrates e que foi apontado pela imprensa desta segunda-feira como estando no centro das investigações, teve como medida de coacção prisão preventiva, estando indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida. 

 

José Sócrates e os outros dois arguidos a quem o tribunal aplicou a prisão preventiva vão para o estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária, em Lisboa, disseram fontes policiais à Lusa. Ainda assim, Sócrates poderá amanhã ser encaminhado para o estabelecimento prisional de Évora, avança a CMTV.

 

O arguido com a medida menos gravosa foi o advogado Gonçalo Ferreira, que fica em liberdade, mas proibido de contactar com outros arguidos. Está também proibido de viajar para o estrangeiro e obrigado a apresentações bissemanais no DCIAP. 

 

De acordo com a imprensa nacional, João Perna serviria como correio, transportando dinheiro para o ex-primeiro-ministro entre Lisboa e Paris, onde este tem vivido nos últimos anos. A notícia é avançada esta segunda-feira pelos jornais Correio da Manhã, Público e Diário de Notícias, segundo os quais o motorista será mesmo uma das chaves da investigação.

 

A PGR esclareceu durante este fim-de-semana que o inquérito que envolve José Sócrates teve "origem numa comunicação bancária", não tendo origem noutros processos, como o Monte Branco ou a Operação Furacão.

 

O ex-primeiro-ministro foi detido na sexta-feira, quando chegava a Lisboa proveniente de Paris. No sábado, 22 de Novembro, foram feitas diligências, que incluíram buscas a casa de José Sócrates. No domingo, o ex-primeiro-ministro esteve a prestar depoimento no Tribunal, tendo permanecido detido esta noite sem terem sido determinadas as medidas de coacção.

 

(Notícia actualizada às 22h51 com mais informação. Título corrigido)




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