Justiça Vice-presidente de Angola indiciado por corrupção activa

Vice-presidente de Angola indiciado por corrupção activa

Manuel Vicente, actual vice-presidente da República de Angola, foi indiciado pelo Ministério Público por corrupção activa no âmbito da operação "Fizz". No âmbito da mesma, a polícia já tinha detido o procurador Orlando Figueira.
Vice-presidente de Angola indiciado por corrupção activa
Lusa 24 de fevereiro de 2016 às 20:13

O vice-presidente da República de Angola, Manuel Vicente está indiciado por corrupção activa na mesma operação que levou à detenção, na terça-feira, do procurador Orlando Figueira, disse à Lusa fonte ligada ao processo.


A mesma fonte indicou que o Ministério Público indiciou Manuel Vicente e o advogado português Paulo Blanco do crime de corrupção activa em co-autoria.


O procurador do Ministério Público Orlando Figueira - em licença sem vencimento desde 2012 -, deverá estar a ser ouvido por uma juíza de instrução criminal, no campus de justiça de Lisboa, depois de ter sido detido, no âmbito da "Operação Fizz", por suspeitas de corrupção passiva, branqueamento de capitais e falsidade informática.


Orlando Figueira foi o procurador responsável pelos processos "BES Angola" e "Caso Banif", que arquivou, relacionados com capitais angolanos.


Paulo Blanco foi na quarta-feira constituído arguido e foi alvo de buscas no seu escritório de advocacia. Em declarações à Lusa Paulo Blanco explicou que os elementos da PJ levaram cópias de declarações, sobre os vencimentos que o actual vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, auferia entre 2007 e 2010, quando exercia atividades na Sonangol, BCP (ActivBank) e Banco Angolano de Investimentos (BAI), entre outras entidades, e que pertenciam a um processo que foi arquivado em 2012.




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