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“Não me vou defender. É-me indiferente o que decidam”

“Não me vou defender. Isso seria dar credibilidade a este processo. Façam o quiserem, é-me completamente indiferente o que decidam.”

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 25 de Maio de 2006 às 13:48
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Nota de Júdice enviada às redacções a 1 de Março de 2006

Pelo “Expresso” tomei conhecimento de que “a Ordem dos Advogados instaurou ontem [sexta-feira] um segundo processo disciplinar” contra mim. O rigor informativo deste órgão de comunicação social não me permite duvidar da veracidade da notícia. O fundamento de tal processo será o facto de eu ter acusado “a Ordem de estar a ter falta

de respeito e falta de coragem”.

Sobre esta notícia digo o seguinte:

1. Lamento que, pela segunda vez comigo, o Conselho Superior da Ordem dos Advogados (CS) permita, em clara e frontal violação da lei, que seja violado o segredo de um processo.

2. Lamento que o CS permita que aconteça, comigo e pela segunda vez, aquilo que os Advogados muitas vezes censuram à investigação criminal: os arguidos serem notificados pelos jornais.

3. É falsa a imputação. Não acusei de nada a Ordem dos Advogados. Por muito que alguns membros do CS não gostem, sou Bastonário da Ordem dos Advogados. Acusei realmente de “falta de respeito e de coragem” alguns membros do CS, por razões que serão conhecidas quando do julgamento público do primeiro processo disciplinar que me foi movido.

4.Mais uma vez sou acusado por um mero delito de opinião. Mais uma vez sou perseguido, porque me não perdoam o esforço de modernização, de luta contra o conservadorismo e de reformismo que foi feito pela equipa que protagonizei durante três anos. E mais uma vez sou sumariamente condenado perante a opinião pública, antes de me poder defender. Registo esta factualidade para todos os efeitos, mas não a quero comentar, por simples e total desinteresse em relação a quem assim actua.

5. Neste segundo processo, membros do CS queixam-se, instruirão, acusarão, julgarão e condenarão. Não tenciono defender-me, pois entendo que a minha participação só iria dar credibilidade ao que o não merece.

6. Estou enjoado com tudo isto. É-me completamente indiferente o que decidam. Apenas espero que a formal decisão condenatória possa ser mais rápida do que no primeiro processo, em que continuo a aguardar a marcação do julgamento.

7. Tendo sido notificado pelos jornais deste processo, uso o mesmo sistema para notificar os que decidiram perseguir-me.

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