LEX Pedro Raposo: "O nosso mapa de crescimento é Portugal"
Conteúdo exclusivo para Assinantes Se já é assinante, faça LOGIN
LEX

Pedro Raposo: "O nosso mapa de crescimento é Portugal"

"Sendo a nossa prioridade Portugal, não faz sentido, nesta fase, gastar recursos noutros mercados."
João Maltez 21 de outubro de 2015 às 09:59

Pese embora o projecto de advocacia societária esteja muito focado no mercado português, está-lhe também associada uma componente internacional. Neste âmbito, que estratégia adoptaram?

PR – Nesse aspecto, a política das três sociedades sempre foi relativamente semelhante. Em detrimento da lógica de se criar escritórios próprios, temos seguido uma lógica diferente. Assente em parcerias, por forma a garantir aos nossos clientes o acompanhamento dos investimentos que fazem. Essas parcerias foram sendo estimuladas pelas três sociedades antes desta fusão.

 

Em todo o caso assumem que o vosso mercado é Portugal.

PR – O nosso mercado é Portugal. Não queremos estar a criar expectativas de estar num mercado onde não consigamos ter a mesma capacidade de resposta na prestação de serviços aos nossos clientes. Como sabemos, muitos dos mercados têm, inclusivamente, limitações de carácter regulatório que tornam difícil a utilização de escritórios locais próprios. Preferimos jogar pelo seguro. O mais importante é que os nossos clientes consigam fazer negócio lá fora com absoluta segurança jurídica.

 

Em todo o caso, como sabem, há sociedades de advogados no nosso país que têm apostado nos mercados externos, porque consideram que o mercado português é pequeno.

PR – A aposta na internacionalização enquanto sociedade é criar noutro mercado uma estrutura própria. A internacionalização enquanto serviço é ter a capacidade junto dos clientes de prestar o serviço nas mais diversas localizações através de parceiros. Claramente fomos para a segunda hipótese.

 

O que é que vos levou para essa  opção?

PR – Estava mais de acordo com o nosso modelo. Há dois motivos que podem determinar a internacionalização sem ser por via do serviço do cliente. Uma necessidade de crescer, e o mercado português não o permitia; ou uma opção estratégica de crescimento num qualquer outro mercado. Tendo em conta as duas hipóteses, a análise que fizemos e que os sócios partilham,  foi que deveríamos crescer em Portugal. Com este modelo, continuamos a crescer e entendemos que o mercado tem capacidade para nos permitir crescer mais, pelo que não havia necessidade de apostar em presenças próprias noutros locais. Sendo a nossa prioridade Portugal, não faz sentido estarmos nesta fase a gastar recursos em mercados que não são prioritários. 

)

Conteúdo exclusivo para Assinantes Negócios Premium
Assine e aceda sem limites, no pc e no smartphone Assinar por 1€ por 1 mês



Notícias só para Assinantes
Análise, informação independente e rigorosa..
Para saber o que se passa em Portugal e no mundo, nas empresas, nos mercados e na economia.
Notícias e conteúdos exclusivos no website e aplicações móveis
Newsletter diária exclusiva para assinantes
Acesso ao epaper a partir das 22:00
Saiba mais
pub