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Sócios da PLMJ “chocados” com processo a Júdice criticam Ordem

Fernando Campos Ferreira afirma que “parece” que há “instrumentalização” na Ordem dos Advogados.

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 25 de Maio de 2006 às 13:41
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Notícia publicada no Jornal de Negócios a 1 de Junho de 2005.

Os sócios da PLMJ estão “chocados” com a Ordem dos Advogados por esta ter “alegadamente instaurado” um processo disciplinar a José Miguel Júdice, na sequência de uma entrevista que o ex-bastonário deu ao Jornal de Negócios e que foi publicada

a 6 de Abril.

Fernando Campos Ferreira, um dos quase 40 sócios de José Miguel Júdice e presidente do conselho de administração da maior sociedade de advogados portuguesa, afirmou ao Jornal de Negócios que “há um sentimento generalizado, sobretudo por parte dos sócios, de decepção, para não lhe chamar de incompreensão, relativamente à posição do Conselho Superior”, que está a liderar o processo.

Já na segunda-feira, fonte da sociedade havia criticado a Ordem, primeiro por “ter permitido que fosse violado o segredo de justiça”, sendo o processo hoje de conhecimento público; segundo, porque o assunto “caiu na rua” antes de Júdice ter sido notificado.

Agora, Fernando Campos Ferreira acrescenta uma terceira razão: “A entrevista pode ser polémica mas certamente não contém nada de eticamente censurável”.

O sócio da PLMJ adita que “o escritório no seu todo e os sócios em particular não compreendem como é que o Conselho Superior abre um processo na sequência da entrevista. O Dr. José Miguel Júdice vai ser julgado por causa de um delito de opinião? Se assim for, a meu ver o Conselho Superior presta um mau serviço à profissão.”

A PLMJ – AM. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados decidiu assim tomar agora posição, ainda que Fernando Campos Ferreira sublinhe que “não é uma comunicação formal”, dado que “Dr. Júdice nos pediu para que a não tomássemos”.

Apesar desta reserva, o advogado não hesita em criticar a Ordem dos Advogados: “Espanta-me que, aparentemente, o Conselho Superior tenha decidido instaurar um processo por causa da entrevista, sobretudo tratando- se de um bastonário. Ainda para mais no caso do Dr. Júdice, cujo bastonato merece o reconhecimento da generalidade dos advogados.”

Mais: “Choca-me pessoalmente que o Conselho Superior o tenha feito, quase que diria de forma ligeira, sem que ele fosse sequer ouvido. Não quero ir ao ponto de dizer que há uma instrumentalização da Ordem, mas pelo menos assim parece”, acusa Fernando Campos Ferreira.

Contactado pelo Jornal de Negócios, Rogério Alves preferiu não comentar o assunto, remetendo para mais tarde uma eventual posição sobre a matéria.

Mas a verdade é que o bastonário tem apelado à unidade na Ordem, frisando que ela tem de ser “a Ordem de todos os advogados”, apesar do “mosaico” composto pelas diversas formas de exercer a profissão.

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