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“Sou absolutamente contra o processo da Ordem a Júdice”

“Sou absolutamente contra o processo que a Ordem dos Advogados resolveu instaurar”

Pedro Santos Guerreiro psg@negocios.pt 25 de Maio de 2006 às 13:52
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Entrevista publicada no Jornal de Negócios a 8 de Março de 2006.

Como sabe, José Miguel Júdice é alvo de um processo disciplinar na Ordem dos Advogados por causa de declarações precisamente sobre as relações

com o Estado. Quer comentar?

Eu quero dizer que sou um grande amigo e muitíssimo admirador do José Miguel Júdice. Este é o primeiro ponto.

Segundo: as afirmações que ele fez, de que o Estado devia recorrer na gestão dos seus “dossiers” sobretudo às grandes sociedades, a dois ou três escritórios, eu não aceito, pelas razões que já disse.

Terceiro: apesar de não aceitar essas declarações, sou absolutamente contra o processo que a Ordem dos Advogados resolveu instaurar.

Porquê?

Foi uma opinião que foi expressa, eu não a sufrago de todo porque acho que não está certa nem na forma nem no fundo, mas daí a querer sancioná-lo com um procedimento disciplinar... nem alguns procuradores da República! (risos) É puritanismo...

E os bastonários são sempre bastonários. Ele foi um bom bastonário, para além de tudo o resto, foi um belo bastonário.

É de novo a contratação de advogados pelo Estado no centro da polémica, por só escolher as “grandes”.

Repare: não nos desgostava que o Estado nos contratasse, pelo contrário. Um desses “dossiers” não nos sujeita aos riscos do ganhar ou perder e não nos sujeita aos pequenos honorários de uma acção.

Do aspecto retributivo e de trabalho, essa é chamada a carne da perna, o resto são ossos. Esses “dossiers” não têm risco, não têm grande desgaste, não temos de aturar um juiz, não temos de aturar um contraditório e o ganho é sempre certo e em função dos interesses em causa.

É por isso que as grandes sociedades gostam desses “dossiers”.

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