Dezenas de mortos em deslizamento de terras em mina de ouro na República Centro-Africana
Dezenas de pessoas morreram em 6 de maio num deslizamento de terras na mina de ouro de Bé-Mbari, no oeste da República Centro-Africana, perto da fronteira com os Camarões, revelaram à agência France-Presse (AFP) fontes locais.
O acidente ocorreu no complexo mineiro de Bé-Mbari, localizado no departamento de Nana-Mambéré, perto da fronteira com os Camarões, referiram à AFP um residente da aldeia vizinha de Sagani e um funcionário da região de Abba.
PUB
O acidente ainda não foi oficialmente divulgado, muitos corpos permanecem soterrados e as buscas pelos desaparecidos continuam, segundo a AFP. As operações de mineração ainda não tinham sido retomadas até quarta-feira.
A mina onde se deu o desastre está localizada numa zona remota e de difícil acesso, onde operam vários grupos armados opositores ao Estado.
"O controlo deste depósito está em grande parte fora do alcance do Estado, e acredita-se que o desrespeito pelas normas de mineração artesanal seja a causa das recentes tragédias", noticiou a Rádio Ndeke Luka, num artigo publicado no seu 'site' na quarta-feira.
PUB
Os deslizamentos de terras são frequentes nas minas deste país africano, cujos solos são particularmente ricos e cobiçados, muitas vezes explorados ilegalmente, fora de qualquer controlo estatal.
Em meados de março, um deslizamento de terras matou sete pessoas numa mina na aldeia de Ngourroum, no oeste do país.
Outro deslizamento de terras matou 20 pessoas em fevereiro na cidade de Gordi, no nordeste.
PUB
"Embora a mineração artesanal na República Centro-Africana seja regulamentada, muitos mineiros e comerciantes operam sem licença em áreas não autorizadas ou contornam os canais oficiais de comércio", observou Aïcha Pemboura, investigadora do Observatório sobre Crime Organizado e Violência na África Central, num artigo publicado em março.
Os ricos recursos minerais do país (urânio, lítio, diamantes, madeira, ouro) são explorados por inúmeras empresas estrangeiras dos Estados Unidos, China, Rússia, Ruanda, Canadá e França.
Mais lidas
O Negócios recomenda