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A relação de Angola com Portugal em 10 gráficos

A crise angolana abalou significativamente a relação comercial entre Lisboa e Luanda. As exportações e as importações recuaram, assim como o investimento, as remessas e o turismo.

A crise angolana reflectiu-se numa contracção tanto das importações como das exportações portuguesas para o país a partir de meados de 2014.

O gráfico reflecte as variações observadas no slide anterior: as importações estão a cair há três anos, com as exportações a seguirem uma trajectória semelhante.

Segundo os dados do INE, as máquinas são o principal produto exportado por Portugal para Angola.

O gráfico é bastante claro: o petróleo tem um peso tão grande nas importações que Portugal faz de Angola que as restantes categorias se tornam muito pouco relevantes. Os produtos do reino animal, por exemplo, são a terceira maior importação e praticamente não se vêem.

A queda das exportações (e importações) para Angola tem ocorrido em sentido contrário ao resto da economia, o que se traduz numa perda de peso desta relação comercial face à totalidade da troca de bens feita por Portugal. Hoje, as exportações para Angola valem menos de 3% do total vendido ao exterior, quando em 2014 superava os 6,5%.

A China é, de longe, o país que mais mercadorias compra a Angola, com mais de 45% do total. Portugal surge apenas em nono lugar, com 3,2%.

Este ranking é mais equilibrado. Portugal é o país que mais bens vende a Angola, seguido pela China (que chegou a ocupar o primeiro lugar em 2015).

As remessas de emigrantes portugueses em Angola aumentaram significativamente entre 2007 e 2011, começando a cair a partir desse ano. As remessas dos imigrantes angolanos em Portugal mantiveram-se relativamente estáveis.

O turismo também se ressentiu da crise angolana, com as exportações de viagens e turismo a caírem fortemente desde 2014, depois de ter disparado nos sete anos anteriores.

O investimento directo angolano em Portugal foi ganhando progressivamente mais peso. Ainda assim, continua longe dos valores aplicados por empresas portuguesas em Angola. O gráfico ilustra o stock de investimento, não o fluxo.
Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 23 de Agosto de 2017 às 19:18
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