Angola CIP: Pedido de ajuda de Angola poderá ser janela de oportunidades para empresas portuguesas

CIP: Pedido de ajuda de Angola poderá ser janela de oportunidades para empresas portuguesas

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, considerou que o pedido de ajuda de Angola ao FMI poderá ser "uma janela de oportunidades" para as empresas portuguesas.
CIP: Pedido de ajuda de Angola poderá ser janela de oportunidades para empresas portuguesas
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 08 de abril de 2016 às 16:24

"Foi uma situação abordada [com o presidente da República hoje] porque não vou dizer que não vemos com alguma preocupação [o pedido de ajuda de Angola], mas estamos tranquilos porque estas mudanças que, seguramente, esta situação de Angola vai provocar na economia angolana poderá ser ela própria geradora de algumas oportunidades", afirmou António Saraiva (ao centro na foto) aos jornalistas no final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.

 

Para o presidente da CIP, "se as empresas portuguesas derem provas da sua resiliência e da ajuda que têm dado a Angola", estas poderão "transformar aquilo que poderia ser uma ameaça numa oportunidade".

 

António Saraiva acredita que "dessa resiliência e dessa gratidão que -, seguramente, o Governo angolano terá para as empresas que continuam abnegadamente a ajudar a economia angolana - a janela de oportunidade que este novo quadro traz será favorável a algumas áreas".

 

"É essa a aposta que fazemos. Temos é de saber jogar as nossas armas nos momentos adequados", rematou António Saraiva.

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na quarta-feira que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos serão debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, e numa visita ao país.

 

O Ministério das Finanças de Angola justificou o pedido com a necessidade de aplicar políticas macroeconómicas e reformas estruturais que diversifiquem a economia e respondam às necessidades financeiras do país.

 

Na sequência deste pedido, a Lusa contactou empresas portuguesas com actividade em Angola, designadamente a Mota-Engil, a Soares da Costa, a Galp, a Unicer e a Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, que não quiseram fazer comentários sobre o tema.

 

No encontro desta tarde, a CIP apresentou ao Presidente da República algumas propostas para dez áreas que a Confederação patronal considera fundamentais para dinamizar a economia, designadamente, ao nível do financiamento às empresas, da redução da carga fiscal, da boa distribuição dos fundos europeus, do relançamento do investimento público, da redução dos custos de contesto e do apoio à internacionalização.

 




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