Angola Isabel dos Santos: “O meu modelo seria alguém como a minha avó”

Isabel dos Santos: “O meu modelo seria alguém como a minha avó”

Empresária angolana diz não estar preocupada com clichés como o de ser milionária, acrescentando que o que faz é trabalhar e a chave para o sucesso “é o conhecimento”. Veja os vídeos da entrevista no New York Forum Africa.
Isabel dos Santos: “O meu modelo seria alguém como a minha avó”
Celso Filipe 17 de junho de 2013 às 18:37

“Chamo-me Isabel e sou uma empreendedora”. Foi assim que Isabel dos Santos se definiu durante o New York Forum Africa se realizou entre 14 e 16 de Junho em Liberville, capital do Gabão. Durante uma entrevista de 15 minutos, disse não estar preocupada com clichés como o de ser milionária, acrescentando que o que faz é trabalhar.

 

Questionada sobre quem são as suas referências, Isabel dos Santos evocou a sua avó paterna, de quem recebeu o nome próprio. “O meu modelo seria alguém como a minha avó. Uma mulher africana que vendia no mercado, que acordava cedo e se assegurava que os seus filhos estavam alimentados e iam à escola”.

 

A empresária, que é maior accionista da Zon e a segunda mais influente na estrutura accionista do BPI, dirigindo-se aos mais jovens, sublinhou que a chave para o sucesso “é o conhecimento”, um conhecimento específico e profundo sobre uma determinada área. Sobre o futuro das telecomunicações em África, Isabel dos Santos, que é a maior accionista da angolana Unitel, avisou que este não passa pelos telemóveis, mas sim pela conectividade, capaz de ligar o continente, independentemente do país.

Sobre as áreas onde é possível ter sucesso investido em Angola, Isabel dos Santos referiu as pescas o sector mineiro e a indústria farmacêutica, entre outras. “Angola goza de segurança, estabilidade e paz e isso permitiu o crescimento económico” do país, no qual existem “inúmeras potencialidades”, acrescentou

O New York Fórum Africa reuniu em Libreville mais de 600 empresários e políticos, tendo como objectivos fazer um ponto da situação sobre o desenvolvimento económico do continente africano e detectar as oportunidades que existem para investidores e homens de negócios.