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Administração da Sonangol nega imparidade de 50 mil milhões

A Sonangol desmente a existência de uma imparidade de 50 mil milhões de dólares e diz que o comité de avaliação do sector petrolífero não fez qualquer avaliação financeira da empresa.

Ampe Rogério/Novo Jornal
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 07 de Junho de 2016 às 16:55
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A administração da Sonangol desmente a existência de uma imparidade técnica na empresa de 50 mil milhões de dólares (44 mil milhões de euros), noticiada esta terça-feira, 7 de Junho.

A petrolífera angolana, em comunicado de imprensa, "desmente categoricamente a notícia divulgada pelo jornal angolano Valor Económico que refere a existência de imparidades na empresa no valor de 50 mil milhões de dólares e que a avaliação feita pelo Comité de reestruturação detectou "discrepâncias" entre os fundos recebidos e investidos pela Sonangol".

Segundo a Sonangol, que desde segunda-feira tem como presidente do conselho de administração, Isabel dos Santosa, o Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Sector Petrolífero "não efectuou qualquer análise financeira detalhada pelo que é absolutamente falso e descabido o teor da notícia veiculada".

Neste comunicado, a nova administração da Sonangol não adianta qualquer tipo de avaliação de avaliação da saúde financeira da petrolífera.

"O trabalho do Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Sector Petrolífero teve como objectivo identificar novas formas de organização que permitam tornar o sector competitivo e atractivo para os operadores internacionais, em linha com as melhores práticas de governance internacionais bem como melhorar a performance da Sonangol", refere-se no mesmo comunicado.


Segundo a Sonangol "coube ao Comité fazer o diagnóstico do sector, desenvolver modelos organizacionais alternativos tendo em vista aumentar a transparência do sector, identificar oportunidades operacionais, quantificar o potencial de melhoria e desenhar possíveis modelos de implementação"


"Adicionalmente, pretendeu-se identificar formas de se estabelecer capacidade de produção interna, de apoio à indústria petrolífera em Angola, reduzindo por esta via as importações e custos produtivos", acrescenta a Sonangol.

Em 2015, a Sonangol apresentou um lucro de 251,8 milhões de euros, uma queda de 68,27% por comparação com o resultado de líquido de 793,7 milhões de euros registado em 2014. 

Em Fevereiro deste ano, durante a apresentação de resultados, a anterior administração da Sonangol garantia que para responder a este cenário difícil iria manter as medidas do ano passado "para a redução do custos" as quais seriam reforçadas em 2016 com "a revisão de alguns projectos de investimentos e o recurso à opção de descontinuidade de activos e negócios não nucleares".

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