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Nigéria pede empréstimo de emergência superior a 3 mil milhões de euros

A maior economia africana está a desacelerar devido à queda dos preços do petróleo. A redução nas receitas esperadas levou o país a rever o défice orçamental em alta.

Reuters
Ana Serafim anaserafim@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2016 às 14:15
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A Nigéria pediu ao Banco Mundial e ao Banco de Desenvolvimento Africano (BDA) um empréstimo de emergência que ascende a 3,5 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros). 

A verba destina-se a preencher o "buraco" orçamental agravado pela queda do preço do petróleo, que tem afectado as economias dos países produtores, noticiou o Financial Times (FT), no domingo, 31 de Janeiro.

"Sobre a operação, a ministra das Finanças, Kemi Adeosun, preferiu explicitar que os empréstimos – 2,5 mil milhões de dólares vindos do Banco Mundial e 1,5 mil milhões do BDA - não seriam uma medida "de emergência", mas "a forma mais barata possível" de financiar um orçamento deficitário.

Naquela que passou a ser, em 2013, a maior economia africana prevê-se que as receitas geradas com o petróleo desçam de 70% para um terço do rendimento, este ano.

Com a economia a desacelerar e perante um aumento dos gastos públicos, o país presidido por Muhammadu Buhari (na foto) terá de encontrar formas de resolver o défice orçamental de 15 mil milhões de dólares, que está a subir devido ao impacto da crise do petróleo.

Inicialmente, a Nigéria previa um défice de 11 mil milhões de dólares, equivalente a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, face à evolução da cotação do "ouro negro", entretanto reviu o número em alta, para 3% do PIB.

Na semana passada, o Azerbaijão já tinha admitido estar a negociar ajuda financeira pelo mesmo motivo, que poderia rondar os 4 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros). Nessa altura, o FT antecipava que este poderia ser o primeiro de vários resgates a países devido à baixa do petróleo.


Esta segunda-feira, 1 de Fevereiro, os preços voltaram a abrir em queda nos mercados internacionais, também penalizados pelo facto de os Estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terem produzido um valor recorde.

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