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Acordo no Chipre traz alívio para mercados asiáticos e dá máximo de cinco anos ao Japão

As bolsas da Ásia estão a ganhar terreno depois de se ter chegado a um acordo para o resgate internacional no Chipre. Bolsa do Japão fechou no valor mais alto desde 2008.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 07:37
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Depois de uma semana a penalizar os mercados, o Chipre está hoje a impulsionar as bolsas. O entendimento para um resgate financeiro, que protege os depositantes com depósitos inferiores a 100 mil euros, é o principal responsável para a subida.

 

O índice MSCI Ásia Pacífico está a somar 0,9% para os 135,52 pontos, com as bolsas japonesas a destacarem-se pela positiva. O Nikkei encerrou a ganhar 1,69% para os 12.546,46 pontos. É o fecho mais elevado desde Setembro de 2008, segundo dados da Bloomberg. O Topix avançou 0,84% para os 1.047,26 pontos.

 

“Os mercados estão a começar a assumir que é sempre encontrada uma solução para todas estas mini-crisis da Europa”, comentou o gestor Stephen Halmarick em declarações à Bloomberg.

 

O Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças do euro, decidiu que os detentores de depósitos inferiores a 100 mil euros não vão ser obrigados a pagar a capitalização dos bancos do país, tal como era avançado na proposta inicial do resgate. Agora, serão os accionistas, obrigacionistas e os detentores de depósitos não garantidos (acima de 100 mil euros) que terão a seu cargo essa função.

 

“O acordo para o resgate significa que os riscos de o Chipre entrar em bancarrota e abandonar o euro estão significativamente mais baixos”, comentou ao “Financial Times” o estratega cambial do Crédit Agricole Mitul Kotecha.

 

Além das praças do Japão, o índice da Coreia do Sul avançou 1,5%, ao passo que o da Austrália somou 0,5%.

 

O sector financeiro, o mais penalizado pela incerteza da semana passada, foi o mais beneficiado com o acordo. Os japoneses Nomura e o Mitsubishi UFJ Financial Group marcaram valorizações em torno de 2%.

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