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Bolsonaro já é presidente do Brasil: “Uma das minhas prioridades é revigorar a democracia brasileira”

Jair Bolsonaro tomou posse como 38º presidente do Brasil e prometeu reerguer a pátria, combatendo a corrupção, a criminalidade e a irresponsabilidade económica.

Rita Faria afaria@negocios.pt 01 de Janeiro de 2019 às 17:59
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Jair Bolsonaro já é o novo presidente do Brasil. O antigo capitão do Exército tomou posse esta terça-feira, 1 de Janeiro, e no seu discurso no Congresso Nacional salientou que uma das suas grandes prioridades é "revigorar a democracia brasileira", tornando-a uma componente substancial e tangível da vida brasileira, e não apenas uma promessa teórica.

O novo presidente brasileiro prometeu ainda combater a criminalidade, a corrupção, a irresponsabilidade económica e as amarras ideológicas que conduziram o país para uma profunda crise.

"A irresponsabilidade conduziu-nos a uma crise ética e económica. Hoje, o Brasil inicia um novo capitulo da sua história", declarou o agora 38º presidente do Brasil. "Trabalharei incansavelmente para que o Brasil se encontre com o seu destino".

Jair Bolsonaro iniciou o seu discurso, como habitual, agradecendo a Deus "por estar vivo", e recordando que volta àquela casa, o Congresso Nacional, depois de 28 anos de trabalho como deputado, durante os quais se empenhou em "servir a nação brasileira".

"Volto a esta casa como presidente, mandato a mim confiado pela vontade soberana do povo brasileiro", afirmou. "Hoje estou aqui fortalecido, emocionado e profundamente agradecido a Deus e aos brasileiros que me confiaram a honrosa missão neste período de grandes desafios e enorme esperança".

"Aproveito este momento e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de reerguer a nossa pátria, libertando-a do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade económica e da submissão ideológica", continuou.

No mesmo sentido, Bolsonaro destacou que pretende partilhar o poder de forma progressiva e consciente, "de Brasília para o Brasil, do poder central para os estados e municípios".  

"Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combater ideologia de género. O Brasil voltará a ser um país livre das amarras ideológicas", disse.

"Reafirmo o meu compromisso de construir uma sociedade sem descriminação ou divisão", declarou, acrescentando que pautará a sua presidência pela vontade soberana dos brasileiros que querem boas escolas, que desejam conquistar bons empregos pelo mérito, que exigem saúde, educação e boas infraestruturas básicas.

Jair Bolsonaro sublinhou ainda a questão da segurança, referindo que o cidadão de bem merece dispor de meios para se defender. "Vamos honrar e valorizar aqueles que sacrificam as suas vidas em nome da segurança", apelou o presidente, que prometeu "respaldo jurídico para os polícias realizarem o seu trabalho". "As nossas Forças Armadas terão as condições necessárias para realizar a sua missão", assegurou.

No capítulo da economia, Bolsonaro prometeu trazer a marca da confiança e do livre mercado. "O Governo não gastará mais do que arrecada. Realizaremos reformas estruturantes essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas", afirmou, garantindo que todo o setor produtivo terá menos regulamentação e burocracia.

No entanto, a sua missão só será possível com a ajuda de todos os brasileiros, sublinhou, um apelo que já havia feito momentos antes da tomada de posse, numa mensagem no Facebook.

Na rede social, reafirmou a sua pretensão de "mudar o destino do nosso Brasil" com o apoio de todos brasileiros. Como vem sendo habitual, inicia a mensagem com um agradecimento a Deus por estar vivo e finalizada com a mensagem: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".

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