Américas Dilma demitiu Lula e mais de 20 ministros na véspera da destituição

Dilma demitiu Lula e mais de 20 ministros na véspera da destituição

O nome do ex-Presidente está entre os mais de 30 membros do Governo que Dilma Rousseff exonerou esta quarta-feira, antecipando a possibilidade de o impeachment passar no Senado.
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Paulo Zacarias Gomes 12 de maio de 2016 às 12:50

A Presidente brasileira Dilma Rousseff, que esta quinta-feira, 12 de Maio, foi afastada do cargo pelo Senado por 180 dias no âmbito do seu processo de destituição, assinou ontem a exoneração do antigo Presidente Lula da Silva do polémico cargo de ministro.


De acordo com o site do Globo, a decisão só esta quinta-feira foi publicada no Diário Oficial, quase dois meses depois de a 16 de Março ter sido anunciada a sua escolha para o cargo. Mas Lula da Silva não é o único exonerado - há mais 35 altos cargos que cessaram funções com a data de ontem.


Na altura da indicação de Lula, a decisão de Dilma foi fortemente contestada por permitir ao ex-Presidente obter tratamento privilegiado na justiça quando o seu nome estava a ser envolvido nas investigações da operação anti-corrupção Lava-Jato. Lula nunca chegou a exercer o cargo, tendo a sua posse, depois de vários recursos na justiça, sido suspensa por uma decisão do juiz do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que ainda se mantém válida.

O decreto publicado esta quinta-feira tem data de 11 de Maio e refere, no caso de Lula: "A Presidenta da República (…) resolve exonerar Luiz Inácio Lula da Silva do cargo de Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República".

Além do antigo Chefe de Estado, Dilma deu ainda por terminadas as funções de 21 ministros de Estado, cinco ministros de Estado-chefes (a que se junta Lula), quatro membros da Casa Civil, quatro do seu gabinete pessoal e o Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, que ainda esta manhã esteve no Senado a assegurar a defesa da Presidente no processo de ‘impeachment".

As demissões dos ministros já eram antecipadas pelo jornal Estado de São Paulo, que referia que a iminência da continuação do processo de destituição levou os ministros a pedirem a saída colectiva do Executivo. Apenas o  presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e do ministro interino dos Esportes, Ricardo Leyser, se manteriam em funções, referia a publicação.

Contudo, este último acabou mesmo por sair, enquanto Tombini fará a transição para o próximo governo, refere o jornal. Michel Temer, que se espera que assuma funções esta quinta-feira, terá assim caminho livre para instituir a sua equipa, mas não deverá ter membros do Governo anterior para lhe passar as pastas. 




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