Américas Entre protestos, Lula da Silva já é ministro da Casa Civil

Entre protestos, Lula da Silva já é ministro da Casa Civil

A cerimónia foi antecedida por manifestações em Brasília e São Paulo pró e contra o Governo de Dilma Rousseff, com forte presença da Polícia Militar e durante as quais decorreram confrontos isolados entre os dois lados.
Entre protestos, Lula da Silva já é ministro da Casa Civil
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 17 de março de 2016 às 13:40

O antigo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse esta quinta-feira, 17 de Março, como ministro da Casa Civil da Presidência brasileira, depois de nos últimos dias a sua nomeação pela Presidente Dilma Rousseff ter estado envolta em polémica.

Eram 13:40, menos três horas em Brasília, quando Dilma Rousseff assinou o termo de posse. Lula tinha chegado ao Palácio do Planalto, sede da Presidência, por volta das 13:20, segundo a Folha de São Paulo. 

A posse - que pode acompanhar aqui - acontece depois de, nas últimas semanas, o nome de Lula da Silva ter sido levado a depor no âmbito de um caso judicial. E horas depois de o juiz Sergio Moro, que investiga a operação anti-corrupção Lava Jato, ter libertado uma gravação que sugere a intervenção de Dilma para travar a prisão de Lula, com o envio prévio do termo de posse ao ex-Presidente.

A escolha de Lula para o cargo tem sido criticada por, alegadamente, permitir a sua protecção em relação a uma possível detenção – concedendo-lhe foro privilegiado e impedindo a sua prisão no imediato, ao colocar assim o Supremo Tribunal Federal como única instância que pode pronunciar-se judicialmente em relação ao ex-Presidente.

O ex-Presidente tornou-se oficialmente ministro do Governo Dilma com a assinatura do termo de posse pela Presidente, documento que já tinha sido assinado esta quarta-feira, 16 de Março, por Lula da Silva.

A cerimónia foi antecedida por manifestações em Brasília e São Paulo pró e contra o Governo de Dilma Rousseff, com forte presença da Polícia Militar (cerca de 1.200 agentes) e durante as quais decorreram confrontos isolados entre os dois lados, incluindo "linchamentos", segundo a comunicação social.




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