Américas Ex-dirigente do partido de Dilma preso em nova fase da Lava-Jato

Ex-dirigente do partido de Dilma preso em nova fase da Lava-Jato

Depois da "Polimento" e da "Xepa", agora a "Carbono 14". A 27.ª fase da Lava Jato está nas ruas brasileiras e fez duas prisões esta manhã. São investigadas ligações entre empréstimos "fraudulentos" e pagamentos por ordem do PT.
Ex-dirigente do partido de Dilma preso em nova fase da Lava-Jato
Paulo Zacarias Gomes 01 de abril de 2016 às 13:21

Um antigo secretário-geral do Partido dos Trabalhadores (PT), formação que lidera o Governo brasileiro, foi preso esta sexta-feira, 1 de Abril, no âmbito de uma nova fase da operação anti-corrupção Lava Jato.


Sílvio Pereira foi detido pelas autoridades, assim como o empresário Ronan Maria Pinto, dono de um jornal e de uma empresa de camionagem. Um ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, foi também conduzido para prestar declarações às autoridades.


Os meios de comunicação social locais avançam que a 27.ª fase da Lava-Jato, denominada "Operação Carbono 14", investiga indícios de branqueamento de capitais em torno de um empréstimo de seis milhões de reais (1,46 milhões de euros) do Banco Schahin que terá sido pago com recursos da petrolífera Petrobras. A Lava-Jato é coordenada pelo juiz Sérgio Moro (na foto).


Esse valor, segundo as autoridades judiciais, está relacionado com um empréstimo "fraudulento" de 2,92 milhões de euros obtido pelo amigo do ex-Presidente Lula da Silva, José Carlos Bumlai, junto daquele banco e que, alegadamente, estavam destinadas a liquidar dívidas do próprio PT.

A Procuradoria diz existirem indícios de que o PT terá influenciado directamente a decisão do Banco Schahin na concessão do empréstimo "fraudulento" e que os pagamentos ocorreram pelo menos até 2012.


O valor do empréstimo terá sido pago ao Banco Schahin através da Petrobras, com a atribuição àquela instituição financeira da operação de um navio de prospecção da petrolífera num contrato de 1.600 milhões de dólares (1.400 milhões de euros).


Parte do dinheiro obtido com esse crédito terá tido como destinatário Ronan Maria Pinto, a pedido do PT, para, alegadamente, impedir o empresário de revelar a contabilidade paralela na estrutura local do Partido dos Trabalhadores e a relação desse saco azul com o assassínio em 2002 de um prefeito do partido e coordenador da pré-campanha presidencial de Lula da Silva, Celso Daniel.

A operação decorre em  São Paulo e nas localidades de Carapicuíba, Osasco e Santo André e cumpre 12 ordens judiciais - oito mandados de busca e apreensão, duas de prisão temporária e duas de depoimento coercivo. 




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