Américas Finanças do Brasil estão "pior do que esperava", diz novo ministro

Finanças do Brasil estão "pior do que esperava", diz novo ministro

Na segunda-feira, o Ministério da Fazenda vai apresentar as metas orçamentais para este ano, prevendo-se que revele um défice primário e não um excedente, como estava previsto.
Finanças do Brasil estão "pior do que esperava", diz novo ministro
Lusa 20 de maio de 2016 às 13:28
O novo ministro das Finanças do Brasil considera que a situação económica do país "é pior do que estava à espera", mas acredita que o novo Governo está em melhores condições de sair da recessão.

"Nos números eu vejo uma situação pior do que esperava", disse Henrique Meirelles numa entrevista em Brasília citada pela agência Bloomberg, que diz que o ministro se referia aos números do orçamento federal.

"O Governo mudou, assim como a vontade do Congresso e a capacidade desse mesmo Governo", argumentou o governante, acrescentando que o novo Governo está em melhor posição de ganhar o apoio dos deputados para fazer passar legislação e que os brasileiros estão mais cientes dos sacrifícios que têm de ser feitos para o país sair da recessão e regressar ao crescimento económico.

O novo ministro das Finanças tem repetidamente afirmado que melhorar a situação orçamental e conter o crescimento da dívida pública são as principais prioridades para que a confiança na economia possa ser retomada.

O novo Governo de Michel Temer está a tentar renegociar a dívida estatal antes do Supremo Tribunal publicar uma decisão sobre o pagamento de juros dos estados brasileiros ao Governo federal, uma decisão que vale 113 mil milhões de dólares.

A equipa económica de Meirelles está também a desenvolver uma proposta que reduzirá o pagamento das pensões, e uma fonte governamental afirmou esta semana que a venda de activos é uma possibilidade em estudo para angariar dinheiro.

Na segunda-feira, o Ministério da Fazenda, equivalente ao Ministério das Finanças, vai apresentar as metas orçamentais para este ano, prevendo-se que revele um défice primário (o valor dos juros) e não um excedente, como estava previsto.

"Sem dúvida, as pessoas estão à espera de resultados", reconheceu o governante.



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