Américas Obama: cortes da despesas vão “triturar lentamente” o crescimento económico

Obama: cortes da despesas vão “triturar lentamente” o crescimento económico

O presidente Barack Obama reuniu com o Congresso para tentar cancelar os cortes automáticos da despesa, que terão início à meia noite local, e que na sua visão irão “triturar lentamente” a economia.
Obama: cortes da despesas vão “triturar lentamente” o crescimento económico
Jorge Garcia 01 de março de 2013 às 18:41

Depois de algumas horas de reunião entre Barack Obama e alguns membros do Congresso, nenhuma das partes cedeu. É expectável que os cortes da despesa, avaliados em 1,2 biliões ao longo de nove anos e 85 mil milhões nos próximos 7 meses que faltam para terminar o ano fiscal, venham mesmo a avançar.

 

No final do encontro, em conferência de imprensa, Obama afirmou, citado pela Bloomberg, que “nada disto é necessário”, e que “não devemos fazer cortes arbitrários no país”. Alertou ainda para a necessidade de os republicanos terem de estar alinhados com o país, confessando que acredita que mesmo com cortes na despesa, o país vai ultrapassar a situação, lamentando-se pelo facto de a decisão não estar nas suas mãos.

 

Os cortes na despesa podem levar à perda de 750.000 postos de trabalho, e Obama revelou-se pronto para tomar “duras medidas”, mesmo que não sejam do agrado do seu partido. Por fim, disse que iria continuar a comunicar com os republicanos nos próximos dias, e que o Congresso deveria lembrar-se das famílias americanas, esperando que o bom senso prevaleça ao serem observados os impactos dos cortes.

 

Está programado que Obama ordene aos departamentos federais e às agências que comecem os cortes nos seus orçamentos, já a partir da meia noite, hora local. Há uns dias, a Administração advertiu que os cortes deverão levar a que haja menos professores, menos assistência na saúde e menos segurança. O Departamento de Estado, por exemplo, sofrerá um corte de 650 milhões de dólares.




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