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Obama relaciona a contracção do PIB do 4º trimestre de 2012 com "más decisões" do Congresso

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o retrocesso do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre dos 2012 sinaliza que “as más decisões tomadas em Washington” podem ameaçar a recuperação económica do país.

Lusa 02 de Fevereiro de 2013 às 13:34
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“Iniciamos o ano com os economistas a afirmar que estamos posicionados para crescer em 2013 e há verdadeiros indicadores de que estamos a progredir: os preços das casas estão novamente a subir e as vendas dos automóveis estão ao nível mais alto de cinco anos”, disse Obama no discurso radiofónico semanal, citado pelas agências internacionais.

 

Ainda assim, acrescentou, esta semana recebemos a primeira estimativa de crescimento económico nos EUA relativa ao quarto trimestre que nos indica uma contracção do PIB de 0,1%”.

 

“Isto fez-nos relembrar que as más decisões tomadas em Washington podem entorpecer o caminho do nosso progresso económico”, disse Obama.

 

As negociações sobre o défice orçamental estão neste momento a decorrer em Washington, com os deputados a procurar um acordo para um plano de consolidação orçamental que evite a aplicação de duros cortes na despesa pública.

 

“Nas próximas semanas tomaremos decisões importantes sobre como reduzir a nossa dívida de uma forma que fomente a nossa economia e crie bons empregos. Estas são decisões que marcarão uma verdadeira diferença na solidez e no ritmo da nossa recuperação”, disse.

 

O presidente da maior economia do mundo admitiu ainda ser necessário continuar a cortar “gastos desnecessários”, mas sublinhou que “não se poderá cortar no caminho da prosperidade”, numa crítica aos republicanos que insistem em opor-se a qualquer aumento da despesa pública.

 

“Não funcionou no passado e muito menos irá funcionar agora. Poderia significar o atraso da nossa recuperação. Poderia debilitar a nossa economia e custar-nos empregos, tanto agora como no futuro”, sustentou Obama.

 

O senado norte-americano, de maioria democrata, aprovou esta semana uma medida que autoriza o Governo até ao próximo dia 19 de Maio a superar o limite de endividamento, dando três meses de prazo para um acordo de redução do défice.

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