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Polícia brasileira indicia Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro

A polícia brasileira indiciou Lula da Silva devido à suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a imprensa brasileira. Isto numa altura em que o julgamento de Dilma decorre.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Agosto de 2016 às 18:03
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A Polícia Federal do Brasil indiciou o antigo presidente Lula da Silva. Na base desta decisão estão as suspeita de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no inquérito que investiga o triplex de um condomínio no litoral de São Paulo, escreve a Folha de São Paulo.

As autoridades estão a investigar no sentido de apurarem se a empresa OAS beneficiou a família do ex-presidente ao pagar a realização de obras neste triplex. O imóvel em causa estaria reservado a Marisa Letícia, mulher de Lula da Silva, que terá ao longo de quatro anos pago prestações relativas ao mesmo. Ao fim deste tempo, Marisa Letícia terá desistido do apartamento.  

Neste sentido, a imprensa brasileira dá ainda conta que a esposa de Lula foi também indiciada, por suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O presidente do Instituto Lula está indiciado pelas mesmas suspeitas que recaem sobre Lula da Silva. Já o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, foi indiciado por suspeitas de corrupção activa e passiva e lavagem de dinheiro, escreve a Folha de São Paulo.

Esta decisão da Polícia Federal tem lugar depois de, há dias, ter sido conhecido que Dilma e Lula estavam a ser investigados por alegada obstrução à justiça. Com a autorização dada pelo Supremo, a Procuradoria-geral da República e a Polícia Federal ganham luz verde para procurar provas de esforços que Lula e Dilma possam ter feito para obstruir a operação Lava-Jato. O antigo Presidente brasileiro Lula da Silva e a actual chefe de Estado suspensa de funções Dilma Rousseff vão ser investigados pela justiça por alegada obstrução às investigações da operação anti-corrupção Lava Jato.

Esta quinta-feira, decorreu o primeiro dia do julgamento da Presidente com mandato suspenso, Dilma Rousseff, no Senado brasileiro, em Brasília. O julgamento ficou marcado por troca de acusações políticas e pela dispensa de uma das duas testemunhas da acusação, por falta de imparcialidade. Dilma Rousseff é acusada de editar, em 2015, créditos suplementares e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais", escreve a Lusa.

Para esta sexta-feira estão agendadas as audiências das seis testemunhas da defesa, que devem estender-se pelo fim-de-semana. Se Dilma Rousseff for condenada, perderá definitivamente o mandato de Presidente e o chefe de Estado interino, Michel Temer, comandará o país até às presidenciais de 2018.

O caso Lava Jato é um escândalo de corrupção sem precedentes que revela também a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país.

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